“Essa guerra é muito mais um conflito dos EUA que comanda a Otan contra a Rússia”

Para o professor doutor da UFFS Elemar Cezimbra, se as negociações de paz não forem aceitas, esse conflito pode se estender a outras regiões da Europa

O professor doutor Elemar do Nascimento Cezimbra, da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), explicou seu ponto de vista sobre os desdobramentos da guerra na Ucrânia.

“Sobre essa guerra que está acontecendo na Ucrânia, é muito mais um conflito dos Estados Unidos, que comanda a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), contra a Rússia. A Otan é um pacto militar das potências ocidentais que tende a controlar a distribuição das fontes de energia”.

Guerras por energia

Elemar diz que foram travadas diversas guerras por energia, entre elas contra o Iraque, Líbia, Síria, em busca de petróleo, gás e carvão dessas regiões, e por trás disso estão os grandes grupos econômicos dos países que fazem parte da organização, explica o professor.

Avanço em países socialistas

Para o professor, a Otan expandiu suas fronteiras e avançou em países antes considerados socialistas, entre eles a Ucrânia, o que desrespeitou um acordo com a Rússia. Com a positiva da Ucrânia em entrar para a organização, o professor afirma que isso permitiria aos Estados Unidos colocar mísseis nucleares a poucos minutos de Moscou.

“Por tudo isto a situação está muito complicada e perigosa. A guerra pode alastrar-se pela Europa e outras partes. O povo da Ucrânia é quem está sofrendo os horrores da guerra, assim como outros povos sofreram quando a Otan os invadiu. Pode ser o início de guerras bem maiores entre potências ocidentais e potências da Ásia – Rússia e China e mais”, ressalta.

Assembleia geral

Em meio às diversas sanções impostas à Rússia nestes últimos dias devido aos ataques à Ucrânia, uma delas ocorreu nesta quarta-feira (2) na Assembleia realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), com apoio do Brasil. Na resolução aprovada no encontro, a entidade condena os ataques e a invasão.

Reunião de emergência

O Conselho de Segurança convocou de forma emergencial a reunião, para discutir a situação no Leste Europeu, e com uma votação de 141 a favor, cinco contrários e 35 abstenções, foram discutidas novas abordagens para negociações.

No começo da tarde de ontem pelo horário de Brasília, a delegação russa já havia chegado ao ponto de encontro em Belarus para iniciar as tratativas com os ucranianos.

Primeiras negociações

A primeira conversa entre as delegações, após o início dos ataques ocorreu na segunda-feira, 28 de fevereiro, e com duração de cinco horas, não houve avanço.

O presidente Volodymyr Zelensky, pediu que a Rússia cesse os bombardeios nas cidades ucranianas, para que uma negociação pacífica possa ocorrer.

Ainda na quarta, o departamento de polícia de Kharkiv e a Universidade Nacional da cidade foram alvos de ataques, e a cidade de Mariupol estava sob controle ucraniano, porém travando batalhas com tropas russas.

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