Falta de energia pode deixar diversos estados brasileiros no escuro, entre eles o Paraná

Mais de vinte dias no escuro, comércio funcionando com dificuldades, alimentos apodrecendo, dificuldades para conseguir água potável e medicamentos, essa é a situação no Amapá.

Esta realidade retrata a fragilidade existente, porém que vem sendo mitigada, em muitos estados. A sociedade precisa, cada vez mais, de energia barata, sustentável e confiável.
Somente em 2020, em plena pandemia da covid-19, diversos outros estados vivenciaram apagões. No Sul do País, o Paraná também está prestes a enfrentar muitas dificuldades.
A carência energética já pôde ser percebida na região ao longo dos últimos anos, principalmente no setor de agronegócio e industrial, que têm sofrido grandes oscilações e prejuízos.
Em 2016 estudos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (NOS) já apresentavam preocupação com o estado, identificando que, a partir de 2018, já faltaria energia para suportar todas as necessidades dos setores econômicos e sociais. 
Agora, o sistema de energia no Paraná corre risco novamente, já que, após um ano desde a concessão de suas licenças ambientais e com mais de 60% das obras já realizadas, entidades ambientais iniciaram ações civis públicas contra o modelo de licenciamento do projeto conseguindo suspender parte das obras. O atraso no desenvolvimento não só trará prejuízos para todos os paranaenses, como, também, prejudicará todo o País.
A suspensão do projeto, além dos riscos energéticos, também coloca em risco milhares de empregos atrelados a ele. Segundo o Sindicato da Construção Civil do Paraná, pelo menos 15 mil trabalhadores atuam direta e indiretamente no projeto e tendem a ser demitidos com embargo das obras gerando impactos socioeconômicos significativos em tempos de pandemia.