Deputado Gugu Bueno viabiliza R$ 10 milhões para empresas de Rio Bonito
Recursos do governo do Estado, assim como 80 moradias, vão beneficiar 253 empreendimentos atingidos pelo tornado
Sete meses após o tornado que devastou Rio Bonito do Iguaçu, novas medidas voltadas à recuperação econômica e habitacional do município foram oficializadas na última sexta-feira (19). A agenda marcou a liberação de R$ 9,875 milhões para empresas atingidas pelo desastre e a autorização para o início da construção de 80 moradias destinadas às famílias afetadas.
As ações foram viabilizadas pelo governo do Estado e contaram com participação do primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado estadual Gugu Bueno (PSD), apontado como um dos articuladores das medidas que permitiram a criação de mecanismos legais para o atendimento direto aos empreendedores prejudicados pelo temporal.
Muitos fizeram os investimentos necessários para manter suas empresas de pé e funcionando. Com esse recurso, a prefeitura consegue agora repor parte do investimento feito e ajudar mais de 200 empresas atingidas pelo tornado.
Gugu Bueno
Primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Paraná e deputado estadual
Apoio direto aos empresários
Os recursos destinados ao setor produtivo serão repassados por meio do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap). Ao todo, 253 empresas serão beneficiadas. O objetivo é fortalecer a retomada econômica, preservar empregos e garantir condições para a continuidade das atividades.
“Foi construído um trabalho muito grande pela Procuradoria-Geral do Estado, pela secretaria da Fazenda e pelos deputados, encabeçado pelo deputado Gugu Bueno. Foi um trabalho intenso, mas o resultado está aí. Temos uma legislação nova que nos permite atender empresas afetadas em situações de desastre”, afirmou o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig. Durante o ato, o deputado afirmou que a iniciativa é resultado da união entre o Governo do Estado, a Prefeitura e o Legislativo. Segundo ele, muitos empresários precisaram investir recursos próprios para manter os negócios funcionando ao longo dos últimos meses.
Os valores variam conforme o porte das empresas. Serão atendidos 114 microempreendedores individuais com R$ 20 mil cada, 101 microempresas com R$ 45 mil, 25 empresas de pequeno porte com R$ 70 mil e 13 empresas de médio e grande porte com R$ 100 mil.Para receber o benefício, as empresas precisam ter sede em Rio Bonito do Iguaçu, estar ativas na data do tornado e manter suas atividades e empregos pelo período mínimo de 12 meses, respeitando as condições previstas na regulamentação. O prefeito Sezar Bovino disse que a medida representa um reforço importante para a recuperação econômica do município. “Esses R$ 10 milhões vêm trazer uma força muito importante para a retomada da geração de empregos. Precisamos apoiar os empresários porque foram eles que mantiveram suas atividades e são eles que geram os empregos em Rio Bonito do Iguaçu”, destacou.
Construção de casas entra em nova etapa
A programação também incluiu a assinatura da ordem de serviço para a construção de 80 novas moradias. O investimento previsto é de aproximadamente R$ 10,4 milhões e integra o plano de reconstrução habitacional desenvolvido pelo Governo do Estado em parceria com a Cohapar. Gugu Bueno ressaltou que a assinatura marca o início efetivo das obras. “A prefeitura recebeu o recurso, realizou a licitação e, com a ordem de serviço, essas 80 casas começam a ser construídas para atender as famílias atingidas pelo tornado”. As novas casas irão complementar outras frentes habitacionais em andamento. Atualmente, 38 moradias estão em construção, 19 já foram entregues e outras 24 foram contratadas por meio de ações do Governo Federal.
Para o prefeito Sezar, o conjunto de investimentos amplia a capacidade de atendimento às famílias que ainda aguardam uma solução definitiva de moradia após a tragédia “Sabemos que ainda pode faltar, mas temos a palavra do governador de que, se for necessário, haverá reposição”, afirmou.
Recomeço após a destruição
Entre os beneficiados pelo auxílio econômico está o empresário Rafael Fridryscwski, que perdeu completamente a empresa mantida havia 14 anos no município. Sem conseguir recuperar a estrutura destruída, ele precisou mudar de atividade para reconstruir sua fonte de renda.
“A empresa desabou totalmente, não sobrou nada. Eu tive que me reinventar e mudar de área. Mesmo depois de sete meses, a gente ainda não tem aquela segurança que tinha antes, mas estamos superando”, relatou. Ele ressaltou que o benefício possui regras de utilização e está vinculado à manutenção das empresas e dos empregos.“Chegou em uma ótima hora e vai fazer muita diferença. Não é dinheiro fácil: existem regras que precisam ser cumpridas. O recurso é para manter a empresa, preservar os empregos e continuar movimentando a renda da cidade”, completou.



