Produção revisita os fenômenos que atingiram o Estado, incluindo o F4 em Rio Bonito do Iguaçu, e detalha mudanças no sistema de alertas
O Simepar lançou na última sexta-feira (6), em seu canal no YouTube, o documentário ‘Além do tornado: uma análise meteorológica dos eventos de novembro de 2025 no Paraná’. A produção apresenta o trabalho realizado antes, durante e depois dos três tornados que atingiram o Estado em sete de novembro de 2025.
O estudo resultou em um relatório técnico com mais de 130 páginas e reuniu equipes de meteorologia, geointeligência, infraestrutura e tecnologia da informação.
Monitoramento e danos
O tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu foi classificado como F4 na escala Fujita. O rastro de destruição chegou a 3.250 metros de largura. O fenômeno arrancou cascas de árvores, destruiu construções e chegou a lançar uma colheitadeira de 16 toneladas.
Outro tornado percorreu 44 quilômetros entre Candói e o distrito de Entre Rios, em Guarapuava. O terceiro atingiu Turvo, com trajetória de 12 quilômetros. Os dois também causaram danos a construções e áreas de vegetação.
Os fenômenos foram associados à atuação de supercélulas, em um cenário de instabilidade atmosférica provocado por um ciclone extratropical.
Mudanças nos alertas
Segundo a diretora de operações do Simepar, Sheila Paz, os procedimentos de monitoramento e comunicação foram revistos após os eventos. “Todo o processo de gestão do risco, desde o momento da identificação do primeiro sinal das tempestades, o acompanhamento e a comunicação dos eventos, foi revisto e melhorado desde então”, afirmou.
Em 2026, o Paraná já teve 15 tornados classificados, sendo 13 associados a supercélulas e dois do tipo landspout. O Simepar também ampliou o uso de dados de radares, satélites e estações meteorológicas.
Sheila Paz e o coordenador de operações, Marco Jusevicius, visitaram Oklahoma, nos Estados Unidos, para conhecer métodos de monitoramento. “Essa experiência fez com que a gente conseguisse trazer o método e adequar à nossa realidade”, disse Sheila.
O documentário está disponível no canal do Simepar no YouTube.



