Golpe digital causa prejuízo de R$ 84 mil
Vítima relata estelionato após falso gerente bancário induzir acesso por link e realizar transferências, pagamentos e PIX
Uma ocorrência de estelionato foi registrada na última quarta-feira (28), no bairro Aeroporto, em Palmital. A vítima procurou o destacamento policial por volta das 11 horas para relatar que havia sido alvo de um golpe cibernético, com prejuízo financeiro significativo.
Segundo o relato prestado à polícia, o contato inicial ocorreu por meio de mensagem enviada por um indivíduo que se apresentou como gerente bancário. O suposto funcionário informou sobre movimentações financeiras irregulares na conta da vítima e, como forma de esclarecimento, encaminhou um link que direcionava para uma chamada de vídeo.
Durante a conversa, o golpista passou a questionar transações que a vítima afirmou não reconhecer. Orientada a verificar o aplicativo bancário, a pessoa percebeu que diversas operações já haviam sido realizadas sem autorização.
Transações não reconhecidas
Ao acessar a conta, a vítima identificou transferências, pagamentos de boletos e uma operação via PIX. Somadas, as movimentações indevidas alcançaram aproximadamente R$ 84.050. O caso reforça a forma como criminosos utilizam abordagens cada vez mais sofisticadas para induzir vítimas ao erro, explorando a confiança em supostos representantes de instituições financeiras.
De acordo com a polícia, o golpe seguiu um padrão comum em crimes digitais, no qual o contato inicial busca gerar urgência e medo, levando a vítima a agir rapidamente, sem tempo para checar a veracidade das informações.
Orientações e providências
Após o registro da ocorrência, a vítima foi orientada quanto às providências cabíveis, incluindo o contato imediato com a instituição financeira responsável para tentar bloquear valores e adotar medidas de segurança. O caso será apurado para identificar os responsáveis pelas transações.
As autoridades reforçam o alerta para que clientes bancários não cliquem em links enviados por desconhecidos e desconfiem de contatos que solicitem dados ou induzam a acessos por mensagens ou chamadas. Bancos, em regra, não pedem senhas nem realizam atendimentos desse tipo por links externos.



