Wanderlei Portela: Da infância no campo à referência na pecuária regional
Pecuarista relembra as origens no interior, destaca a força da Sociedade Rural e defende a valorização de quem trabalha na base
Criado no interior de Rio Bonito do Iguaçu, Wanderlei Portela construiu sua história no agro a partir da convivência com o pai, ainda na infância. Em entrevista ao podcast Correio Rural, ele relembrou os primeiros passos na pecuária, o crescimento como produtor e a atuação de mais de duas décadas na Sociedade Rural de Laranjeiras.
“Desde muito novo eu me criei no interior. Meu pai sempre mexeu com gado. Isso entrou na veia, no sangue”, afirma. Dos quatro irmãos, foi o único que decidiu permanecer na atividade. “Muitos mudam de rumo aos 15, 16 anos. Eu segui. Continuei fazendo o que meu pai fazia,” conta.
Antes de se dedicar integralmente à pecuária, Portela trabalhou por 12 anos na Erva-Mate Laranjeiras, experiência que considera decisiva para sua formação profissional. “Entrei praticamente como office boy e saí como gerente. Aprendi muito ali”, relembra.
Marca própria e gestão como empresa
Com o passar dos anos, estruturou a propriedade com foco em qualidade genética e eficiência produtiva. Segundo ele, a fazenda precisa ser administrada como empresa. “Produzo aquilo que eu gostaria de comprar. Não adianta quantidade sem qualidade”, destaca.
Portela também enfatizou a importância do controle rigoroso da produção, desde o nascimento dos animais até a comercialização. “Tenho controle de tudo. Se não for produtiva, a atividade quebra.”
Sociedade Rural como referência
Atuante há mais de 20 anos na Sociedade Rural, da qual já foi presidente por três mandatos, ele considera a entidade estratégica para o fortalecimento do setor e da economia local.
“A Sociedade Rural é a casa do produtor. Ela baliza preço e movimenta dinheiro novo para o município”, afirma. Durante a pandemia, participou da implementação dos leilões virtuais, que ampliaram o alcance das negociações. “Para saber se dava certo, só fazendo. E deu.”
Segundo ele, a entidade tornou-se referência estadual, com reconhecimento nacional pela qualidade dos animais comercializados.
Valorização de quem está no campo
Um dos pontos mais enfatizados na entrevista foi a valorização dos colaboradores. Para Portela, não há resultado sustentável sem equipe comprometida.
“Funcionário não é peão, é companheiro. O capital está na mão deles”, declara. Ele defende boas condições de moradia, respeito e participação no cotidiano da propriedade. “Não adianta você viver bem e deixar quem trabalha com você em condição precária.”
Ao falar sobre legado, foi direto: “Tem que trabalhar com seriedade, ser transparente e respeitar as pessoas. Fazenda não se faz de longe. Tem que vivenciar o dia a dia,” conclui.
Quem deseja conferir a entrevista completa e outras conversas que aprofundam a realidade do pecuarista, além de mais informações sobre o campo, pode acessar o canal do Correio Digital no YouTube, onde os conteúdos do podcast Correio Rural estão disponíveis na íntegra.



