Professora de Rio Bonito vive intercâmbio no Canadá

Ganhando o Mundo Professor: Débora Barella fala ao Jornal Correio do Povo do Paraná sobre primeiros desafios, expectativas e aprendizados da experiência internacional

O programa Ganhando o Mundo Professor, do Governo do Estado do Paraná, tem proporcionado a educadores da rede pública estadual uma experiência de formação internacional no Canadá. A iniciativa busca ampliar o repertório pedagógico dos profissionais por meio da imersão em metodologias inovadoras, práticas educacionais contemporâneas e vivência cultural em instituições de ensino estrangeiras.

Entre os selecionados está a pedagoga Débora Barella, formada pela Unicentro e atualmente atuando no Colégio Rural Estadual de Pinhalzinho, em Rio Bonito do Iguaçu. Ela integra o grupo de educadores que embarcou recentemente para o Canadá, onde realiza formação na Greystone College.

O Jornal Correio do Povo do Paraná conversou com exclusividade com a professora, diretamente do Canadá, nos primeiros dias de intercâmbio.

Emoção e responsabilidade

Débora relembra com entusiasmo o momento em que recebeu a notícia da seleção. “No momento em que li o resultado, fui tomada por uma alegria imensa. Minha primeira reação foi compartilhar com meu marido, celebrando o fato de que representaria minha escola e meu estado em um intercâmbio de tamanha relevância,” conta. Segundo ela, o sentimento rapidamente se transformou em responsabilidade. “Entendi que eu não estaria viajando sozinha; na minha bagagem, levaria os sonhos e os desafios de cada colega professor e de cada aluno da minha comunidade,” relata.

A pedagoga destaca que enxergou a experiência como uma oportunidade de inovação. “Pensei no Canadá como um espelho: o que eles fazem lá que podemos adaptar em Rio Bonito? Como posso ser um canal de inovação para a minha rede?” questiona.

Primeiros dias de imersão

Recém-chegada ao país, Débora descreve o período inicial como intenso e transformador. O frio canadense foi o primeiro desafio segundo ela. “É um desafio físico que exige adaptação rápida, mas que traz uma beleza e uma organização urbana impressionantes,” conta. A rotina acadêmica também tem sido marcante. Na Greystone College, ela vivencia a experiência sob a perspectiva de estudante. “Estar do outro lado da mesa renova minha visão pedagógica. Estamos discutindo metodologias que priorizam a colaboração e a autonomia,” explica. O idioma é outro ponto de superação para ela. “Passar o dia inteiro pensando e ouvindo em inglês é exaustivo, mas extremamente recompensador a cada nova frase compreendida.”

Expectativas e impacto profissional

Durante a estadia, Débora pretende aprofundar conhecimentos em metodologias de aprendizagem ativa e avaliação formativa, além de compreender a organização curricular canadense. “Quero levar práticas para fortalecer o protagonismo dos meus alunos e a gestão da sala de aula,” afirma. Para ela, a experiência representa um marco na carreira. “Acredito que esta experiência internacional será um verdadeiro divisor de águas na minha trajetória, consolidando-me como uma liderança pedagógica.”

A formação no exterior, segundo a professora, agregará valor ao currículo e ampliará sua atuação profissional. “Mais do que um ganho individual, essa vivência me confere a autoridade necessária para atuar como multiplicadora, compartilhando estratégias práticas que aprendi aqui,” explica.

Ao retornar ao Brasil, a expectativa é transformar o aprendizado em ações concretas na escola e na comunidade. “Sinto-me entusiasmada para inspirar meus colegas e elevar, efetivamente, a qualidade do ensino na minha escola e na minha cidade,” conclui.

Com o retorno previsto para as próximas semanas, a pedagoga deverá compartilhar os conhecimentos adquiridos com a equipe escolar e a rede de ensino. A proposta do programa é que os participantes atuem como multiplicadores das práticas observadas no exterior, contribuindo para o fortalecimento da formação continuada e para a implementação de novas estratégias pedagógicas nas escolas da rede estadual.