FAEP propõe R$ 670 bi para o Plano Safra 2026/27

Entidades do Paraná pedem mais crédito, juros menores e reforço ao seguro rural

O Sistema FAEP encaminhou ao governo federal proposta para que o Plano Safra 2026/27 conte com R$ 670 bilhões. O documento foi enviado aos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, além da Frente Parlamentar da Agropecuária e do Instituto Pensar Agropecuária.

Do total sugerido, R$ 486,3 bilhões seriam destinados a custeio e comercialização e R$ 183,7 bilhões a investimentos. A proposta foi construída em conjunto com Ocepar, Seab, IDR-Paraná e Fetaep.

O Plano Safra é determinante para garantir previsibilidade e competitividade ao setor. Vivemos um cenário desafiador, com custos pressionados”, afirmou o presidente da FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. Segundo ele, é preciso assegurar volume adequado de recursos, juros compatíveis e instrumentos eficazes de gestão de risco.

Divisão dos recursos

Para custeio e comercialização, as entidades pedem R$ 50 bilhões ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, R$ 70 bilhões ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural e R$ 366,3 bilhões aos demais produtores. Também defendem elevar o limite anual de contratação para R$ 4,5 milhões e ampliar o teto de custeio para avicultura, suinocultura e piscicultura.

Nos investimentos, a proposta prevê aumento de recursos em linhas como o Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis, o Moderagro, o Inovagro e o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns, além da inclusão do turismo rural no Pronamp Investimento.

Juros e seguro rural

As entidades propõem juros máximos de 10,5% nas linhas de crédito e de 7% no Pronamp. Para o seguro rural, o pedido é de R$ 4 bilhões ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, com subvenção diferenciada por cultura e região.

O gerente técnico da FAEP, Jefrey Albers, afirmou que as sugestões são baseadas em dados coletados no campo. “As propostas são construídas com embasamento técnico e refletem a realidade do produtor”, disse.

O setor defende que o plano seja estruturado para reduzir riscos e garantir previsibilidade diante de juros elevados e maior exposição a eventos climáticos.