UFFS planeja curso de computação com foco em IA
Proposta prevê 40 vagas e início em 2027, caso seja aprovada pelo MEC dentro do programa Universidades Inovadoras
A Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), campus de Laranjeiras do Sul, definiu a criação de um curso de bacharelado em Ciência da Computação com ênfase em inteligência artificial. A decisão foi tomada após reunião da comissão responsável pela elaboração da proposta, que integra o programa Universidades Inovadoras, do Ministério da Educação (MEC).
O curso terá duração prevista de quatro anos e oferta inicial de 40 vagas. A proposta ainda depende de aprovação do MEC, que analisa projetos enviados por instituições públicas em diferentes etapas. A primeira fase, com a indicação do curso e seu perfil, já foi concluída pela universidade.
Segundo o diretor do Campus Laranjeiras, Fábio Luiz Zeneratti, a expectativa é que, caso aprovado, o curso comece a ser implantado no segundo semestre e tenha a primeira turma em 2027. “É um curso robusto, bastante importante, com previsão de chegada de novos professores dessas áreas”, informou.
Proposta e etapas de aprovação
O projeto faz parte de um chamamento público do governo Federal voltado à criação de cursos inovadores. Após a manifestação de interesse, as instituições precisam elaborar o Projeto Pedagógico do Curso, documento que detalha a formação dos estudantes e a estrutura acadêmica.
A comissão responsável pela proposta trabalha na construção desse material, considerado decisivo para a análise do MEC. O grupo reúne professores de diferentes áreas e profissionais da tecnologia da informação.
De acordo com a universidade, o programa prioriza iniciativas que fortaleçam cursos já existentes. Nesse contexto, a nova graduação foi planejada para atuar em integração com áreas como engenharias e agronomia.
Impacto regional e estrutura
A proposta prevê a contratação de dez novos professores e dois técnicos administrativos, além de investimentos em infraestrutura e equipamentos. O campus já conta com laboratórios de informática, que devem ser ampliados.
A universidade destaca que o curso dialoga com formações já ofertadas, como engenharia de alimentos, engenharia química, engenharia de aquicultura e agronomia, além de programas de pós-graduação em ciência e tecnologia de alimentos e em agroecologia.
Ainda segundo o diretor, a criação do curso atende a uma demanda crescente por formação em tecnologia. A expectativa é de alta procura por parte de estudantes do ensino médio. “É uma área nova, que tem uma demanda muito grande. Com certeza vai lotar essa turma de 40 estudantes”, disse.
Zeneratti ainda avalia que a proposta tem potencial para tornar o campus referência regional em inteligência artificial, área considerada estratégica no cenário global.



