Paraná destina R$ 10,7 milhões a pesquisas sustentáveis
Estado estrutura rede com 111 pesquisadores para projetos alinhados à Agenda 2030 e foco em cidades e preservação ambiental
“Hoje não se pensa mais em desenvolvimento sem sustentabilidade”
Ramiro Wahrhaftig
Presidente da Fundação Araucária
O governo do Paraná anunciou o investimento de R$ 10,7 milhões para impulsionar pesquisas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Os recursos serão aplicados no Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Agenda 2030, iniciativa que reúne instituições de ensino, pesquisadores e órgãos públicos em torno de soluções alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
O lançamento ocorreu durante a abertura do III Fórum Internacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, em Curitiba. O programa é coordenado pela Fundação Araucária, com apoio da Secretaria de estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e busca ampliar a integração entre diferentes áreas do conhecimento.
A proposta do governo estadual é fortalecer a produção científica com foco em demandas concretas da sociedade, promovendo pesquisas que possam gerar impacto direto na formulação de políticas públicas e no desenvolvimento econômico sustentável.
Rede integrada de pesquisa
O novo arranjo será estruturado como uma rede interinstitucional, reunindo 111 pesquisadores de universidades estaduais, federais e instituições parceiras, incluindo organizações nacionais e internacionais. A articulação será conduzida pelo Instituto de Tecnologia do Paraná, responsável por integrar os diferentes grupos e coordenar as ações.
A formação dessa rede tem como objetivo superar a fragmentação das pesquisas e estimular o trabalho colaborativo. A ideia é que diferentes especialistas atuem de forma conjunta, compartilhando dados, metodologias e resultados.
A expectativa é que a integração entre os pesquisadores permita maior eficiência no uso dos recursos e amplie o alcance dos resultados, com impacto em diversas regiões do estado.
Foco em áreas estratégicas
Os projetos desenvolvidos dentro do programa terão como prioridade dois eixos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: cidades e comunidades sustentáveis e vida na água. Esses temas foram definidos como estratégicos para o Paraná, considerando os desafios urbanos e ambientais enfrentados pelo estado.
Na área de cidades sustentáveis, as pesquisas devem abordar questões como mobilidade urbana, planejamento territorial, gestão de resíduos e qualidade de vida. Já no eixo de vida na água, os estudos devem tratar da preservação de recursos hídricos, biodiversidade e uso sustentável dos ecossistemas aquáticos.
A escolha desses temas busca direcionar os esforços científicos para problemas concretos, com potencial de gerar soluções aplicáveis no curto e médio prazo.
Integração com políticas públicas
Um dos principais objetivos do programa é aproximar a produção científica da gestão pública. A intenção é que os resultados das pesquisas contribuam diretamente para a elaboração de políticas e programas governamentais.
Além das universidades, o arranjo conta com a participação de órgãos estaduais ligados ao desenvolvimento econômico, meio ambiente e inovação. Essa articulação deve facilitar a aplicação prática do conhecimento gerado.
O governo estadual avalia que a iniciativa também pode fortalecer a posição do Paraná no cenário nacional de ciência e tecnologia, ampliando a capacidade de inovação e atração de investimentos.
Expansão e impacto esperado
A criação do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Agenda 2030 faz parte de uma estratégia mais ampla de incentivo à ciência no estado. A expectativa é que o programa gere resultados a médio prazo, com produção de conhecimento, formação de recursos humanos e desenvolvimento de soluções inovadoras.
O investimento também deve contribuir para consolidar uma cultura de cooperação entre instituições, reduzindo a duplicidade de esforços e promovendo maior eficiência na aplicação dos recursos públicos.
Com a iniciativa, o Paraná busca alinhar sua política científica às diretrizes internacionais de desenvolvimento sustentável, reforçando o compromisso com a Agenda 2030 e com a construção de soluções que integrem crescimento econômico, preservação ambiental e inclusão social.



