Paraná reduz mortalidade materna e amplia investimentos na saúde
O Paraná tem avançado na redução da mortalidade materna e já registra índices abaixo do limite recomendado por organismos internacionais. Dados recentes apontam queda nas mortes relacionadas à gestação, resultado de ações integradas na rede pública de saúde.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a taxa ficou abaixo de 70 óbitos por 100 mil nascidos vivos, parâmetro adotado internacionalmente. Entre as principais causas estão hipertensão, hemorragias e infecções, condições que podem ser prevenidas com acompanhamento adequado.
Rede de atenção ampliada
Para enfrentar o problema, o Estado reforçou a Rede Materno Infantil e ampliou o acompanhamento de gestantes desde o pré-natal até o pós-parto. A estratégia inclui atuação de equipes multiprofissionais e integração entre os serviços de saúde.
“O tempo para receber atendimento adequado é decisivo”, afirmou a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes. Segundo ela, atrasos no acesso ao cuidado aumentam o risco de morte.
Monitoramento e prevenção
Outra frente é a investigação detalhada dos óbitos, que permite identificar falhas e orientar melhorias no atendimento. O Estado também adotou o monitoramento chamado Near Miss, que acompanha casos graves e ajuda a evitar desfechos fatais.
De acordo com a médica Acácia Nasr, o método possibilita avaliar rapidamente a qualidade do atendimento e corrigir falhas. “Isso ajuda a reduzir os riscos de evolução para quadros graves”, explicou.
As ações fazem parte de uma política mais ampla de qualificação dos serviços de saúde, com foco na prevenção e na ampliação do acesso, especialmente para mulheres em situação de maior vulnerabilidade.



