Reforma trabalhista deve ir à plenária ainda em abril

Foi aprovada pela Comissão da Câmara por 27 votos a favor e 10 contras o texto muda alguns pontos da

Foi aprovada pela Comissão da Câmara por 27 votos a favor e 10 contras o texto muda alguns pontos da reforma trabalhista. O texto da reforma segue agora para votação no plenário da Câmara. Se for pela vontade do presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), a votação deve acontecer ainda essa semana. Não será uma tarefa fácil uma vez que a oposição tenta adiar a votação para depois da greve convocada pelos sindicatos para a próxima sexta-feira (28). É uma briga de cachorro grande, de um lado a oposição e os sindicatos, do outro o governo que não cedeu às pressões e acelera o processo para que vá para votação em plenário.

A reforma trabalhista, juntamente com a reforma da previdência é um dos calcanhares de Aquiles do presidente Michel Temer, as reformas precisam ir à votação e com mudanças significativas, só assim terão o efeito que o governo espera para o futuro. É uma queda de braço, a própria oposição admite que a reforma é imprescindível, mas impõem algumas condições para que possa fechar um apoio e votar pela aprovação. Recentemente até os sindicatos acenaram com uma maior flexibilidade nas questões de convocarem possíveis greves, caso o governo recue na questão da cobrança da Contribuição Sindical. Por aí já dá para perceber que é um jogo de interesses, não importando se o trabalhador vai ou não ser prejudicado.

Por outro lado, a modernização de alguns pontos da Legislação Trabalhista já passou da hora e sem dúvida vai flexibilizar o relacionamento patrão- empregado. Um deles é a ampliação do contrato de trabalho temporário de 90 para 180 dias, prorrogáveis por mais 90. A intenção é diminuir a rotatividade. A contribuição sindical não extinta e sim opcional, ou seja, o emprego vai optar em contribuir ou não. Esse é um dos pontos polêmicos da reforma uma vez que na opinião de alguns sindicalistas, a não obrigatoriedade vai inviabilizar o funcionamento de muitos sindicatos no país. Na opinião do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Vagner Freitas, os sindicatos não podem viver de imposto sindical e contribuição assistencial. Na verdade quem depende muito disso é porque não tem proximidade real com os trabalhadores. Na entre linhas fica a interpretação de cada um, se o sindicato não tem proximidade, também não tem porque existir.