Milho está 71,1% que em agosto de 2019

Alta do dólar e o aumento da demanda por conta da pandemia, causou valorização no cereal em todo o país

Os preços da soja oscilaram entre estáveis e mais altos nesta terça-feira (1º),em Quedas do Iguaçu. De acordo com a empresa Terra Cereais, o início da semana foi de poucos negócios, mesmo com a alta de Chicago e ganhos acentuados do dólar.
Em Quedas, o preço passou de R$ 115 para R$ 117 a saca. No porto de Paranaguá, a saca avançou de R$ 135 para R$ 138,50.


Tendência do milho
De acordo com o empresário Rodrigo Guzzo, o milho que está sendo comercializado a R$ 52 a saca, pode chegar a até R$ 77 por saca no fim de novembro

Guzzo vê o cenário de demanda bastante aquecida tanto pelo cereal quanto pelas carnes brasileiras, além de uma oferta ajustada. O empresário afirma que seria um lucro extraordinária, de quase 85%.
“No ano passado, quando foram plantadas as lavouras de grãos, o mundo não contava com uma pandemia, como a do novo coronavírus, e o dólar subindo e impulsionando os preços das commodities. O dólar foi o principal fator responsável pelas altas, e não só do milho em grão, mas também das carnes e soja”, diz.


Valorização
O preço da saca de milho está 71,1% maior que em agosto de 2019. Rodrigo afirma que houve uma demanda maior por carnes, que leva a valorização do milho por consequência, já que o cereal é usado na alimentação dos animais. “Enquanto vendemos o milho a US$ 170 por toneladas, a tonelada da carne sai por US$ 2.000. Como o Brasil é um grande exportador de carnes, tanto para o mercado chinês como mundial, isso vai elevando os preços internacionais”, declara.
A safra de milho em Quedas do Iguaçu, está em fase final. Mais de 90% das áreas já foram colhidas. “Tivemos uma quebra devido às geadas e estiagem, em compensação os preços estão mais altos. O preço do milho é o maior da história no Paraná e está sendo compensado pela quebra”, explica Guzzo.


Safra 2020/21
O plantio da primeira safra de 2020/21 em Quedas do Iguaçu e região, deve começar no final da primeira quinzena de setembro.
“O Paraná deu início ao plantio da primeira safra de milho 2020/21, atingindo até última segunda-feira a marca de 1% da área projetada. Até o momento, a semeadura é incipiente e está concentrada na região de Ponta Grossa, mas deve ganhar força a partir da semana que vem, dependendo das condições climáticas”, comenta Guzzo.
O empresário conta que tudo aponta para um cenário de estoques apertados no fim do ano. Assim, qualquer alteração de oferta ou demanda pode causar novos desequilíbrios no mercado. “Nós achamos que esse dólar alto vai aumentar a demanda por milho e carnes”, finaliza.

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