Solange e Odirlei agora podem vender queijos e outros produtos coloniais no comércio de Cantagalo

Solange Liller e Odirlei Dufch possuem uma pequena propriedade na Linha São Francisco, em Cantagalo. Produtor de queijos há seis

Solange Liller e Odirlei Dufch possuem uma pequena propriedade na Linha São Francisco, em Cantagalo. Produtor de queijos há seis anos, o casal resolveu investir e profissionalizar o trabalho: abriram uma agroindústria, a “Tia Nena – Produtos coloniais”.
São seis variedades de queijo produzidas: ao vinho, colonial, com goiabada, defumado e temperado. Outros derivados do leite também são produzidos, tais como doce de leite, manteiga, nata e requeijão granulado. Agora, todos poderão ser encontrados nos mercados e demais comércios da cidade. “As pessoas começaram a pedir mais e então resolvemos construir a agroindústria. Pretendo expor nos mercados, ir de porta em porta. Já temos uma boa freguesia que vem buscar aqui e outra para qual que fazemos as entregas”, relata Solange.

Prefeito provou e gostou


O evento de inauguração foi na quinta-feira (12) e teve a presença das autoridades políticas do município, além de convidados. O prefeito João Konjunski experimentou as porções de queijos oferecidas pelos anfitriões. Aproveitou também para comprar peças da iguaria e levá-las para casa. Na opinião dele, Cantagalo precisa fortalecer o setor rural. “Essa agroindústria foi uma questão de honra do Odirlei e da Solange encararem: estão gerando emprego e renda. Hoje está pronta. Quem quiser fazer o mesmo, me procure, pois estamos prontos para ajudar nesses investimentos.”
O secretário de Agricultura, Isac Abreu, destacou que outras empresas do ramo devem surgir nas próximas semanas. “Inauguramos essa, tenho mais cinco encaminhadas e existem outras famílias com interesse de formalizar o pequeno negócio”. De acordo com ele, 70% da economia de Cantagalo é movimentada pela agricultura, o que torna essas empresas ainda mais relevantes. “Agregam valor à produção e valorizam o município.”

Agroindústria: passo a passo


O engenheiro de alimentos do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) Marcelo Bellettini afirma que está mais fácil formalizar uma agroindústria. “As legislações recentes do Ministério da Agricultura separam as empresas pequenas das maiores”, explica.
Entre as vantagens: não precisar vender os produtos clandestinamente, isto é, escondido da Vigilância Sanitária. Para o consumidor, é garantia de adquirir um alimento inspecionado por um veterinário, com qualidade.
Vale ressaltar que existem várias modalidades de agroindústrias. As que produzem alimentos de origem animal, no entanto, precisam do serviço de inspeção do município. A comercialização, portanto, fica restrita a ele: Solange e Odirlei só podem vender suas iguarias em Cantagalo. No entanto, a secretaria de Agricultura está buscando se enquadrar nos padrões do estado para que as empresas locais possam ter passe livre pelo Paraná. Quem tiver interesse, deve procurar o escritório do IDR-PR do seu município para fazer a solicitação.