O que acontece com as redes sociais depois da morte?

Contas podem permanecer ativas, ser apagadas ou transformadas em memoriais, conforme as regras de cada plataforma e a decisão da família

A morte de uma pessoa não encerra, de forma automática, a presença dela na internet. Perfis em redes sociais podem continuar disponíveis, mesmo sem novas publicações, até que familiares ou amigos próximos comuniquem o falecimento à plataforma. A partir daí, cada serviço possui regras próprias para definir o destino da conta.

Entre as alternativas estão a exclusão definitiva do perfil, a transformação da conta em memorial e, em algumas plataformas, a indicação prévia de uma pessoa para cuidar do perfil após a morte. O procedimento costuma exigir documentos que comprovem o falecimento e a relação do solicitante com a pessoa que morreu.

Conta pode virar memorial

Facebook, Instagram e LinkedIn oferecem a possibilidade de transformar o perfil em uma homenagem póstuma. Após a comprovação da morte, a conta passa a ser identificada como memorial. O perfil fica preservado, mas sem funcionamento normal, servindo como espaço de lembrança.

No Facebook, existe ainda a figura do contato herdeiro. Essa pessoa pode administrar alguns aspectos do perfil memorial, como publicar uma mensagem fixada, responder a novas solicitações de amizade e atualizar as fotos de perfil e capa.

O contato, porém, não recebe a senha nem pode entrar normalmente na conta. Também não tem acesso às mensagens privadas ou autorização para apagar publicações antigas.

O Google também permite definir previamente um contato para determinados procedimentos após um período de inatividade. O titular pode escolher o que acontecerá com a conta e indicar quem poderá ter acesso a arquivos, conforme as configurações estabelecidas.

Exclusão depende da plataforma

Outra possibilidade é pedir o encerramento da conta. Para isso, um familiar ou amigo próximo deve procurar o suporte da rede social e apresentar informações como nome do usuário, data da morte e certidão de óbito. Algumas plataformas também solicitam documentos que comprovem o parentesco ou a ligação com o falecido.

As regras variam entre as plataformas. Facebook e Instagram permitem a exclusão após a solicitação e comprovação. Outras plataformas possuem prazos ou procedimentos diferentes. O TikTok, por exemplo, não oferece uma ferramenta específica de memorial ou contato herdeiro, sendo necessário recorrer ao suporte da empresa.

O acesso ao conteúdo privado também não é automático. Mesmo quando existe uma pessoa indicada como contato herdeiro, mensagens e outros dados particulares permanecem protegidos. Em determinadas situações, para obter arquivos, pode ser necessária uma ordem judicial.

Por isso, o destino de uma conta após a morte depende tanto das regras da rede quanto das escolhas feitas pelo próprio usuário enquanto estava vivo. Definir essas preferências com antecedência pode evitar que a família tenha de tomar todas as decisões durante o período de luto.