Governador Ratinho Junior reduz privilégios e amplia uso público
Medidas adotadas desde 2019 extinguiram aposentadoria vitalícia de ex-governadores e transformaram imóveis oficiais em espaços voltados à educação
Mudanças adotadas pelo governo estadual desde 2019 buscaram reduzir benefícios concedidos a governadores e redirecionar estruturas públicas para uso da população. Entre as medidas estão o fim da aposentadoria vitalícia para ex-chefes do Executivo, o congelamento de salários do primeiro escalão e a transformação de antigas residências oficiais em espaços educacionais.
As iniciativas foram implementadas durante a gestão de Ratinho Junior. Segundo o governador, as propostas estavam previstas no plano de governo e tiveram como objetivo reduzir privilégios e ampliar o acesso da população a equipamentos públicos.
Espaços convertidos para educação
Um dos exemplos foi a transformação da antiga residência de veraneio do governo na Ilha das Cobras, localizada em Paranaguá. O espaço passou por reforma de cerca de R$ 10 milhões e se tornou a Escola do Mar, voltada à formação profissional e à preservação ambiental.
A nova estrutura oferece cursos ligados às Ciências do Mar e à cultura caiçara, com foco em moradores da Baía de Paranaguá. A proposta é qualificar trabalhadores do turismo e da pesca, como pescadores, ribeirinhos e profissionais de restaurantes e pousadas.
Outra mudança ocorreu na antiga Granja Canguiri, em Pinhais, que até 2010 funcionava como residência oficial de governadores. Desde 2021 o espaço abriga a Escola Agrícola 4.0, integrada ao Centro Estadual de Educação Profissional Newton Freire Maia.
Mudanças administrativas
As alterações também atingiram a legislação estadual. Em 2019 foi promulgada uma emenda constitucional que extinguiu a aposentadoria vitalícia para futuros ex-governadores do Paraná. A proposta foi encaminhada pelo Executivo e aprovada pela Assembleia Legislativa do Paraná.
Outra medida adotada foi o congelamento dos salários do governador, do vice-governador e dos secretários estaduais desde o início da atual gestão. Embora o teto do funcionalismo esteja vinculado ao salário de ministros do Supremo Tribunal Federal, a remuneração do primeiro escalão do Estado permaneceu sem reajustes no período.



