Ações de conscientização no combate o feminicídio

Mobilizações foram feitas na quinta-feira (22), quando se reverência um dia de combate à violência contra a mulher

A prevenção, informação e o estabelecimento de políticas de proteção para mulheres em situação de violência norteiam as ações da Assessoria de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres. Para marcar o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, a secretaria de Assistência Social de Laranjeiras do Sul, através do Centro de Referência Especializada de Assistência Social (Creas), realizou na quinta-feira (22), abordagens durante todo o dia na rua XV de Novembro, com a entrega de adesivos, folder informativo dos canais de denúncia e de cartilha, que traz relatos de mulheres que foram vítimas de violência e romperam esse ciclo.

Também apoiaram o evento, a Câmara de Vereadores, através da Procuradoria da Mulher, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção de Laranjeiras do Sul, Conselho Municipal da Mulher e Conselho da Comunidade.

Contexto histórico

O dia no Paraná foi instituído pela Lei 19.873/2019, sancionada pelo governador Carlos Massa Ratinho Júnior em referência à data do Feminicídio contra a advogada Tatiane Spitzner, em Guarapuava. Em todo o Estado as ações de prevenção devem ser trabalhadas de forma contínua pela rede de proteção, sendo que é uma das atribuições da Secretaria Municipal de Assistência Social proteger e fortalecer as pessoas.

É importante denunciar ao menor sinal de violência, para que a agressão não se torne um feminicídio. O Disque 180 é o principal canal nacional para prestar queixas. Também é possível ligar para o 190, em casos de flagrantes, e para o 3635-8000, que recebe denúncias anônimas no âmbito estadual. As vítimas podem ainda fazer o registro do boletim de ocorrência on-line.

Cinco tipos de violência contra a mulher

Física: Agressão física que pode ou não deixar marcas, como empurrões, chutes, tapas, socos, puxões de cabelos, arremesso de objetos com a intenção de machucar, sacudir ou segurar com força, cortar, queimar.

Sexual: Quando a vítima é obrigada a presenciar, manter ou participar de relação sexual ou contato físico não desejado, por meio de intimidação, ameaça ou uso da força. Também acontece quando ela é forçada ao matrimônio, à gravidez, ao aborto, à prostituição, a participar de pornografia ou é impedida de usar qualquer método para evitar a gravidez.

Psicológica: Ação que causa dano emocional, diminuição da autoestima ou que impeça o direito de fazer as próprias escolhas. Atitudes como ameaçar, humilhar, perseguir, chantagear, constranger, controlar o que a mulher faz, não deixá-la sair, isolar sua família e amigos, procurar mensagens no celular ou e-mail.

Patrimonial: Quando há retenção, furto, destruição de bens materiais ou objetos pessoais da vítima, como instrumentos de trabalho, documentos e roupas, controlar ou tirar dinheiro contra a sua vontade.

Moral: Depreciar a imagem e a honra da vítima por meio de calúnia, difamação e injúria, como espalhar boatos e falsas acusações. Essa violência também pode ocorrer pela internet. Um exemplo é vazar fotos íntimas nas redes sociais como forma de vingança.

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