Em visita a Laranjeiras Geraldo Mendes fala de sua trajetória até sua pré-candidatura a deputado federal

“Estive em condições difíceis, vendendo mel na rua e batendo de porta em porta. Nem sempre foi fácil, mas jamais pensei em desistir”

O pré-candidato a deputado federal e empresário que gera mais de mil empregos em diversos municípios do Paraná, Geraldo Mendes é o caçula de uma família de sete irmãos. Filho de Sêo Gentil e dona Sueli Gabriel Mendes, Geraldo nasceu em Galvão, na região Oeste de Santa Catarina e mudou-se à Laranjeiras aos oito anos de idade.

Em entrevista exclusiva ao Correio do Povo, ele fala de sua vida e a trajetória até a pré-candidatura. “Estive em condições difíceis, vendendo mel na rua e batendo de porta em porta. Nem sempre foi fácil, mas jamais pensei em desistir”.

De família humilde, desde muito cedo precisou trabalhar para ajudar no sustento de casa. Os pais eram pequenos produtores rurais e a subsistência da família vinha da agricultura familiar. O pai complementava a renda com a apicultura, e o mel era vendido por Geraldo e os irmãos nas ruas da pequena cidade catarinense. “Meu pai fazia caixas de abelhas que eram instaladas nas chácaras e fazendas vizinhas. Com seis ou sete anos, meus irmãos e eu saíamos pelas ruas, de porta em porta para vender o mel que nos ajudava a sobreviver”, ressalta.

São José dos Pinhais

Em 95, Geraldo chega à região metropolitana de Curitiba para trabalhar na pequena oficina de consertos de motores elétricos dos irmãos Lindomar e Luiz (in-memoriam). Era um recomeço para o menino que sonhava com um futuro melhor. “Pela manhã ia para a escola, e à tarde ajudava na oficina atendendo aos clientes e, aos poucos, também aprendi a mexer nos motores”. 

A experiência durou até os 14 anos, quando os irmãos tiveram dificuldades e precisaram vender parte da empresa. Geraldo resolveu sair para empreender o próprio negócio, utilizando os R$ 2 mil que recebeu dos irmãos.

Para Geraldo, o segredo de tudo é o trabalho, e recorda que visitava as empresas em busca de serviços e não desistia ao ouvir o primeiro não. “Era difícil conseguir o primeiro serviço, mas quando me contratavam, nunca mais saia de lá”.

Passados 25 anos após instalar sua pequena oficina de motores, Geraldo Mendes tem hoje investimentos em diversos setores: usinas hidrelétricas, fábricas de motores elétricos e geradores de energia, papel e celulose, construção civil e produção rural. “Nem sempre foi fácil, mas jamais pensei em desistir. Não tem nada melhor do que o bom atendimento, a boa qualidade o bom serviço. É isso que faz você ser diferenciado”.

Vocação social e o instituto

O Instituto Geraldo Mendes foi criado em 2021, com o objetivo de promover ações sociais, campanhas educativas, qualificação profissional e proporcionar oportunidade às pessoas.
Foi pensando nelas que nasceu o Instituto Geraldo Mendes. “Me identifico com essas pessoas, pois estive na condição delas vendendo mel na rua. Quando fui para São José, tive meus irmãos que me deram apoio e uma oportunidade de trabalho, mas há muitas pessoas que não têm esse apoio. Tenho um compromisso social, e por meio do Instituto, realizamos parcerias com outras entidades, ajudando quem necessita de oportunidade para crescer na vida”, ressalta. 

Brasil

Geraldo Mendes é um otimista com o país e diz que acredita no potencial brasileiro, por isso empreende, investe e gera empregos.

Segundo ele, o país pode se tornar uma grande nação desenvolvida, mas falta investimento do poder público em setores essenciais, como a educação e o ensino técnico – profissionalizante. “Se olharmos para os indicadores internacionais da educação, veremos que o país ocupa um dos últimos lugares e isso é preocupante. Os países que saltaram em tecnologia e qualidade de vida, o fizeram pela educação e investimentos maciços na qualificação das novas gerações. Precisamos fazer isso aqui com urgência”.

Ele considera que há um movimento de transformação do país, perceptível nos últimos cinco anos, a partir de uma fiscalização rigorosa do Ministério Público na atuação dos políticos, mas é preciso mais. “Hoje, é cada vez menor o espaço para os espertalhões na política e esse cerco está se fechando. Nós, como cidadãos, temos um papel fundamental nesse processo de moralização da política. Lugar de ladrão é na cadeia e não representando a população”.

Ainda de acordo com Geraldo, há um movimento crescente pela valorização e preservação de valores como honestidade, ética, família e liberdade de expressão.

“A defesa desses valores é fundamental, mas sem radicalismo ou intolerância. As pessoas querem paz e ordem para produzir e crescer”, conclui.

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