Laranjeirense de 15 anos faz incursão no handebol

Laranjeirense de 15 anos faz incursão no handebol

15 anos. Marco para os adolescentes. É nesta época em que inicia-se o período de preocupações com o vestibular, o cogitar da escolha da profissão que levará para a vida e os primeiros relacionamentos. Para muitos, a esta altura da vida ainda resta tempo para aproveitar a juventude sem pensar em trabalhar.

Mas para Gabriela Piovesan da Luz significa o momento para dar inicio, na prática, a um dia a dia “adulto”: longe dos pais, morando distante da cidade-natal, em busca do sucesso profissional.

Ela nasceu em Laranjeiras do Sul e desde cedo foi incentivada pela mãe, Suliane, e o tio, Rulian, a praticar handebol. No entanto, a garota preferia mesmo o futsal. Em 2015, com a morte do tio – grande incentivador da incursão de Gabriela no handebol – ela decidiu dar uma chance ao esporte jogado com a bola nas mãos.

“Comecei a treinar e vi que era pra mim. Em 2018, passei a jogar pela Alfa, de Laranjeiras do Sul, mas sendo uma atividade mais voltada ao lazer do que ao compromisso”, conta.

Em 2019, ela teve bons desempenhos nos Jogos Abertos do Paraná, nos Jarcans e na Copa Saudade. As amizades feitas através da modalidade lhe possibilitaram contatos com dirigentes de clubes e treinadores. Ainda assim, com a pandemia, ela deu adeus aos treinos: “Decidi abandonar. Disse que não me envolveria mais”.

Santa Catarina

Só que neste início de ano, ela travou, por acaso, contato com um desses amigos feitos nas quadras. Ele, goleiro em Lages, fez o convite: “venha para cá”. O que pareceu brincadeira, transformou-se, poucos dias depois, num convite oficial do Handlages, clube de Lages/SC.

E embora o desafio de morar sozinha, longe da família e do conforto por ela possibilitada, Gabriela decidiu agarrar a oportunidade: vai se dedicar para ter uma carreira profissional no handebol.

Ela está em Santa Catarina desde o dia 8 de fevereiro e divide um apartamento com outra colega de time. Ganhou do Handlages uma bolsa num colégio particular e tem a mesma garantia para a faculdade que escolher cursar. Apesar de não receber salário, recebe suporte do clube.

“Achei que a minha vida seria mais complicada longe dos meus pais, converso com eles todos os dias e a menina que mora comigo me ajuda bastante também”.

No momento, a laranjeirense que atua como ala-direita compõe o elenco sub-17, vai disputar a Liga Catarinenses, a Copa Sul, os Jogos Escolares, além de duas competições municipais, podendo, caso agrade aos olhos do treinador, ser promovida ao elenco profissional.

“O fato de estar aqui, já é uma vitória. Eles proporcionam momentos inesquecíveis. Conheci uma atleta que eu sempre fui fã e nunca imaginei conhecer, e é um dos melhores times de handebol feminino do Brasil, a chance de ser vista é bem maior, e sem contar que o aprendizado é mil vezes melhor”, comemora.

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