Uma mulher de 48 anos buscou ajuda da Polícia Militar nesta terça-feira, 24, relatando ameaças e violência psicológica do marido, de 56 anos, no bairro São Miguel, em Laranjeiras. Apesar do relato preocupante, ela optou por não informar o paradeiro do agressor nem pedir sua prisão imediata.
Entre o medo e a decisão
Durante o atendimento da Patrulha Maria da Penha, a vítima explicou que não queria represálias naquele momento e que seu objetivo era apenas entender como se proteger.
A vítima revelou que pretende se mudar para Santa Catarina no dia seguinte para morar com os filhos, buscando segurança longe do marido. A polícia reforçou que, mesmo sem a prisão, as informações poderiam ser fundamentais para prevenir futuros episódios de violência.
Orientação e medidas de proteção
A Patrulha Maria da Penha prestou orientação detalhada sobre os canais de denúncia, atendimento emergencial e a Lei Maria da Penha, explicando o ciclo da violência e os tipos de agressão. Também foram apresentados os procedimentos para solicitar medidas protetivas de urgência.
“Nosso trabalho é mostrar que há caminhos legais e seguros para a vítima, mesmo que ela ainda não queira formalizar a denúncia”, explicou um integrante da equipe. Após receber todas as informações e contatos de emergência, a mulher encerrou o atendimento.



