Preço do leite e derivados em queda é analisado em Boletim Agropecuário

Leite teve queda no preço para o produtor e se refletiu também para o consumidor, devido à maior oferta no mercado e menor demanda

O preço do leite apresentou queda para o produtor em novembro. Isso refletiu para o consumidor, estendendo-se para produtos lácteos industrializados.
O boletim do Deral mostra que, na comparação entre os meses de outubro e novembro, a redução no preço do litro do leite pago ao produtor foi de 2,4%, passando de R$ 2,05 para R$ 2,00. No mercado varejista, o longa vida apresentou queda de 2,63%; o leite em pó, de 0,90%; o mussarela, de 5,65%; e o queijo prato, de 2,12%. Mas alguns produtos tiveram alta, entre eles, manteiga extra, com 1,59%, e queijo parmesão, com 7,95%.
O aumento sucessivo dos preços de lácteos, durante o ano, chegou a um patamar em que a demanda passou a ter queda expressiva. A população, em grande parte abalada pela pandemia, teve sua renda afetada pela inflação. Além disso, o fim do auxílio emergencial em dezembro também é fator que reduz o poder de compra. Caindo a procura, o preço também cai.
No lado da produção, mesmo com os custos em alta, a maior incidência de chuvas, em novembro, contribuiu para um leve crescimento no volume e mais oferta do produto no mercado interno. A isso se somou o aumento das importações, que chegou a 92% no trimestre agosto/setembro/outubro, comparado a 2019. Maior oferta aliada à menor demanda provocou a redução de preço.


Laranjeiras e região

Conforme o departamento local do Deral, que atende Laranjeiras do Sul e outros nove municípios das redondezas, Rio Bonito do Iguaçu é o maior produtor da Cantu. Segundo dados de 2019, com 53,8 mil litros produzidos anualmente. Depois, aparece Guaraniaçu, em 12º a nível estadual, seguido por Quedas do Iguaçu (16º), Laranjeiras do Sul (17º), Nova Laranjeiras (19º), Três Barras do Paraná (32º) e Catanduvas (39º). Candói (50º), Porto Barreiro (55º), Espigão Alto do Iguaçu (76º), Cantagalo (85º), Goioxim (90º), Marquinho (93º) e Pinhão (107º) dão sequência ao ranking. 
Virmond (114º), Campo Bonito (125º), Reserva do Iguaçu (171º), Diamante do Sul (183º), Ibema (216º) e Foz do Jordão (244º) fecham a lista.

“Após varios anos de crescimento exponencial, a producao de leite tem mantido uma estabilidade nos últimos anos, com um ligeiro decrescimo em 2019. Em 2020, a tendência é de uma redução um pouco maior, devido à grande estiagem que afetou as pastagens. E como as suplementacoes, como silagem, estavam com altos custos, o cenário é de baixa margem de lucratividade e baixa produção. Os preços do leito ao produtor mais altos, com relacao ao ano passado, devem compensar apenas em parte os prejuízos”, explica o técnico do Deral, Edson Gonçalves.


Soja e milho

A soja está com 99% da área estimada para a safra já semeada. As condições das lavouras permanecem sem alteração em relação à semana passada, com 72% boas, 24% em situação média e 4% consideradas ruins.
O milho da primeira safra está com aproximadamente 26% da área plantada em estágio de floração. Um volume menor, de 9%, está na fase de frutificação e o restante, em desenvolvimento vegetativo. A previsão de produção se mantém em 3,4 milhões de toneladas, mas a expectativa permanece, em razão da variabilidade do clima.


Frango e ovos

A queda verificada nas exportações paranaenses de carne no período de janeiro a outubro, em comparação com 2019, foi de 3,7%.
Em ovos, o que se observa no início de novembro é a baixa disponibilidade do produto, refletindo em preços mais altos, ainda que a demanda também esteja reduzida. O calor provocou morte de várias poedeiras e o número de pintainhos em alojamentos também foi reduzido em razão do aumento nos custos.


Outros produtos

Outras culturas, como o limão, que, em 2019, movimentou R$ 1,6 bilhão na economia paranaense fruto de seu Valor Bruto de Produção (VBP), com colheita de 1,4 milhão de toneladas em 55,7 mil hectares.
Sobre a mandioca, há relato sobre ritmo menor de trabalho nas indústrias de féculas, o que provoca redução de movimentação também no campo. Em relação ao trigo, o registro é sobre os comparativos a serem feitos para que o produtor tome a decisão de plantio entre essa cultura ou o milho de segunda safra. No entanto, a definição deve ser tomada somente a partir de fevereiro.