O Diário Correio do Povo do Paraná teve acesso com
exclusividade ao recém formado acampamento de famílias Sem-Terra, numa
propriedade na região do Arapongas, em Rio Bonito do Iguaçu, onde estariam
reunidas cerca de 1,7 mil famílias, segundo informações da organização do
Movimento dos Trabalhadores Rurais (MST).
A reportagem conversou com pessoa conhecida como Kiko, que
se apresentou como um dos líderes dos acampados. Ele mesmo justifica os motivos
desta movimentação, que teria como objetivo a formação de um novo assentamento.
“Objetivo é que os filhos dos já assentados tenham seus lotes para criarem
suas famílias e produzir alimentos para o país”, comentou o líder.
Questionado se o movimento vai ocupar novas áreas da empresa
Araupel, Kiko, disse que é o governo que vai determinar em qual área de terra
as pessoas serão assentadas. “Araupel deve de estar preocupada mesmo, pois
ocupa um latifúndio que é público. O governo é quem vai dizer qual área vamos
ocupar”, frisou o líder.
De acordo com a coordenadora de comunicação do movimento
(MST), Carla, o acampamento foi formado no dia 1º de maio, com pessoas na sua
maioria de Rio Bonito e de cidades vizinhas. “Nós queremos reunir três mil
famílias, sendo filhos de assentados e de trabalhadores rurais”, salientou
a coordenadora, lamentando uma ação truculenta que teria ocorrido pela
secretaria de Segurança Pública do do Estado, atendendo um pedido do Ministério
Público, com buscas e apreensões em algumas residências de líderes do
movimento.
“Nós estamos buscando um canal de diálogo com o governo
do Estado, não havia necessidade desta ação. Até porque a polícia não encontrou
nada e ficou o constrangimento, para as pessoas denunciadas”, lamentou
ela.
Confira reportagem completa na edição deste sábado no Jornal
Correio.



