No final da manhã do último sábado (31), na BR 277 próximo do Rio das Pedras, cerca de 15 km de Guarapuava, aconteceu um grave acidente que matou três pessoas. A batida frontal, tirou na hora a vida de Kelson Ulbricht Gomes, 39 anos, da laranjeirense Chaiane Fiamma Mendes, 21 anos, e do namorado Leonardo Schmidt de Almeida, de 23 anos. E deixou o policial federal Sólon Linhares, de 40 anos, também laranjeirense, gravemente ferido.
Segundo a PRF a laranjeirense Chaiane e o namorado, estavam em um Corola, quando bateram frontalmente com uma Triton conduzida pelo agente da Policia Federal, que coincidentemente também é de Laranjeiras. O acidente aconteceu após o motorista do Corola tentar fazer uma ultrapassagem e ao perceber que não conseguiria, jogar o carro contra o acostamento. O policial fez o mesmo e os dois veículos bateram de frente.
Transferência a Curitiba
Morador de Curitiba, o policial, que estava internado no hospital São Vicente de Paula, em Guarapuava, foi transferido na tarde de domingo para o Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba. O estado dele é grave, porém estável. A transferência foi feita de helicóptero pelo Grupamento Aéreo (Graer) da Polícia Militar.
Duplicação por amor ao próximo
Há meses o Diário Correio do Povo vem noticiando mortes por acidente na BR 277. Muitos desses, assim como o do último sábado, poderiam ter sido evitados se a rodovia cumprisse com projeto de duplicação que há tempos ‘engaveta’.
No intervalo entre Candói e Cascavel, há o trecho considerado o 3º em todo o Brasil que mais causa mortes por acidentes. A duplicação já foi realizada no Oeste do Estado e desde quando foi implantado o contrato de concessão, em 1997, não é citada a reestruturação dos cerca de 200 km que ligam as duas cidades.
A rodovia tem uma importância fundamental na ligação do estado de Leste a Oeste. A cada dia o fluxo de veículos aumenta e, a cada ano, as mortes por acidente também. No ano passado, segundo dados da PRF, no período de janeiro a dezembro, de Laranjeiras do Sul à Guaraniaçu, 36 pessoas morreram vítimas de acidente na BR 277.
No trecho de mesma quilometragem, entre Foz do Iguaçu e Medianeira, onde existe a duplicação foram somente 16 mortos. Esses números concluem que a duplicação pode reduzir em aproximadamente 50% o número de vítimas fatais na rodovia.
As concessões federais feitas pelo DNIT tem um custo aproximado de R$ 3 para cada 100 km e, além disso, no sistema nacional duplica-se as estradas primeiro e cobra-se pelas obras depois, exatamente o contrário do que ocorre no Paraná.
Richa não afirma datas
O governador do Estado Beto Richa em seu discurso no último dia 16, na inauguração da PCH Cavernoso II, em Virmond, falando sobre melhorias no estado citou a duplicação da 277 no Oeste. Em entrevista coletiva após o evento, Richa afirmou à reportagem que vários contratos devem ser analisados para a duplicação do trecho de Laranjeiras e região ser realizada.
São vários contratos individuais com concessionárias de pedágio e essa ainda está um pouco atrasada, mas nos últimos meses avançou bastante, espero muito em breve nós podermos chegar numa conclusão desse entendimento com a concessionária e poder anunciar o mais breve possível o início das obras da 277 nessa região, disse Richa.



