A proposta que torna obrigatória a inscrição das placas das motos nos capacetes de condutores e passageiros foi aprovada pela Comissão de Viação e Transportes, na última quarta-feira (04).
De acordo com o projeto, a inscrição obedecerá a normas a serem definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Segundo o relator do projeto, deputado Arolde de Oliveira, a inscrição da placa do veículo no capacete do condutor e do passageiro é uma medida que visa reduzir as dificuldades de identificação dos criminosos. Não duvidamos de que isso possa ser possível, porém ninguém ignora que uma inscrição alfanumérica em um capacete é algo muito sujeito a fraudes, as quais certamente serão postas em prática pelos marginais. Contudo, confia-se em que o Contran, ao regulamentar a questão, o fará de tal forma a permitir a redução das possibilidades de fraudes, afirmou o relator. Ele ressaltou, ainda, que rejeitou dois projetos por considerar inviáveis. Além da inscrição das placas, elas previam outras medidas, como a inscrição do RG do condutor e a visualização do rosto do mesmo. O projeto, que altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97), ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e pelo Plenário.
Para o motoboy André Souza, de 25 anos, a medida não resolveria os problemas enfrentados atualmente. Mesmo com esta proposta haverá muitas fraudes. Quem faz algo de errado com certeza dá um jeito de burlar a lei, fala. O entregador Valdecir José Pereira, de 35 anos, também não vê motivos para aprovar o projeto. Seria útil em casos de acidente, para identificação, mas não como está sendo posto. Não vejo uma finalidade para isso, relatou.
Já o motociclista Lucas Prestes revela que não vê problemas se a inscrição for aprovada. É uma forma de segurança e monitoramento a mais. Com certeza iria adiantar e facilitar o trabalho da polícia, afirmou.



