Não é por estar presa que a pessoa precisa ser tratada de forma desumana. De fato, o que chama a atenção é a vontade de se reintegrar à sociedade e o arrependimento mostrado pelos detentos da 2ª Subdivisão Policial (SDP) de Laranjeiras do Sul.
O Conselho da Comunidade é uma entidade que não só pensa nisso, mas ajuda a melhorar a realidade dentro da cadeia. O presidente do órgão, Paulo Celso Carneiro, disse que o conselho atua na reintegração, lutando pelos direitos humanos dos presidiários. O conselho visita a delegacia frequentemente, observando o que pode ser modificado para melhorar a vivência lá dentro, explicou.
Entre outras coisas, o conselho já conseguiu diversas reformas no local, com pinturas, ativação de um poço artesiano e leilão de carros. Além disso, sempre que possível, são levados produtos de higiene e limpeza, alimentos e colchões aos presos. Os recursos usados para isso são adquiridos com o trabalho comunitário dos próprios presos, que cumprem pena em liberdade.
Também é feito um trabalho dentro das celas, com produção de peças artesanais. Os materiais usados são fios e madeira, que resultam em panos, tapetes e peças, como a casa de madeira mostrada na foto.
O material é levado até os presos, que produzem as peças, sob supervisão de seus colegas. Alguns deles já são artesão, portanto ensinam os outros. Depois de pronto, o trabalho artesanal é vendido, o dinheiro arrecadado é usado para comprar materiais para os próximos trabalhos.
A reintegração à sociedade é uma preocupação de toda a comunidade, para que o detendo não saia em condições piores do que as que entrou. Existem os direitos humanos, não é por que estão presos que vão ser abandonados sem controle nenhum, completou Paulo.



