O empate incrédulo deixa o time
paulista com exatos 39 pontos, o time ocupa a oitava colocação na tabela. O
rótulo de chato, encardido é provado pelos paulistas. A igualdade alcançada
de forma guerreira soma mais um ponto para a equipe de Hélio dos Anjos, que
completa agora 35 no total, se mantendo na confortável décima segunda posição,
longe da libertadores é claro, mas distante também da ameaça do
rebaixamento.
Dentro de campo o Palmeiras
repetiu a formação dos últimos jogos. Luan segue como o principal articulador do
time, ao lado de Kléber, mais recuado, foi o principal jogador do verdão no
confronto. Do lado goiano, Juninho e Vitor Júnior eram os principais nomes. Pelo
Palmeiras, Fernandão era o homem de referência, sempre bem marcado. A principal
jogada ofensiva do verdão continua sendo a bola parada de Marcos Assunção. Em
duas cobranças de escanteio o capitão quase fez olímpico, em ambas Márcio
praticou boas defesas. Foi com o uso desse recurso que o Palmeiras abriu o
placar. Aos 23 minutos do primeiro tempo, cobrança de falta de Assunção da meia
esquerda e gol de cabeça do zagueiro Henrique. Já é de praxe a narrativa dos
gols palmeirenses. O jogo seguiu morno. O vencedor parcial tinha mais posse de
bola, porém não conseguia a infiltração na defesa rubro-negra. O dragão esfriava
o jogo e esperava uma oportunidade para marcar. Objetivo complicado quando o
beque Anderson tomou o segundo amarelo e deixou seu time em desvantagem ainda na
primeira metade de jogo. Afobado, o camisa quatro atropelou Fernandão na entrada
da área e foi para o chuveiro mais cedo.
Dominado nos primeiros 20 minutos
do segundo tempo o Palmeiras vencia e com um a mais em campo sua missão parecia
fácil, ainda mais fácil com a nova expulsão no time anfitrião. Desta vez, Vitor
Júnior prejudicou a pressão que seu time já aplicava ao esbravejar contra o
arbitro. Vermelho direto que inflamou os nervos da torcida. O jogo foi bastante
tenso até o apito final. Apenas parecia fácil. O dragão incorporou uma raça
dentro de campo que contagiou a torcida, esta que continuava protestando contra
a arbitragem, e, gradativamente, começou a pressionar o verdão. Com dois a
menos, os mandantes foram para cima na base da garra e da disposição. Felipão
gritava desesperado frente a apatia de seu time. Encurralado o Palmeiras estava
sendo sufocado no campo de defesa. Hélio dos Anjos então lançou o atacante
Felipe para aumentar o poderio ofensivo. E deu certo. Para desespero total de
Scolari. O avante foi lançado, de costas cruzou para o meio da grande área e
achou Thiago Feltri, o lateral esquerdo apareceu para bater firme e explodir a
torcida em comemoração, aos 35 minutos.
Na reta final o dragão segurou.
Os visitantes assustaram com Luan, em chute cruzado o arqueiro goiano espalmou,
Ricardo Bueno em cabeçada após escanteio, para fora. Maikon Leite ainda teve a
chance de ouro para salvar a noite, aos 48 ele ficou livre e na cara do gol
bateu em cima de Márcio, que salvou a pátria rubro-negra. Resultado mais do que
frustrante para o time paulista, vergonhoso. Já para o Atlético-GO o resultado
foi tido como goleada pelos jogadores, aclamados pela torcida no fim da
partida.



