O aumento de R$ 77 no salário mínimo, não deve causar impacto no preço dos produtos agropecuários encontrados nos supermercados da região. A afirmação foi feita pelo economista do Departamento de Economia Rural do núcleo da Seab de Laranjeiras do Sul, Edson Gonçalves de Oliveira.
Durante todo o dia de ontem, terça-feira (10), foi realizada a pesquisa mensal nos seis maiores estabelecimentos de Laranjeiras a fim de conhecer a média de preço dos itens pesquisados. O estudo é realizado desde 2009 e cerca de 80 produtos compõem a lista.
De acordo com Oliveira, houve pouca variação nos preços nos últimos cinco meses. Conforme ele, há alguns paradigmas de que a região dos 10 municípios de abrangência do núcleo, possui os preços mais salgados se tratando de produtos vindos do campo. Isso é quase um mito. A diferença é muito pequena. Já quanto a variação de preço é muito pequena, tanto nos acréscimos como nas quedas, destacou.
O economista lembrou ainda que a região de Laranjeiras oferece um preço atrativo para as carnes se comparado a outras regiões do Estado, devido ao grande rebanho bovino destinado ao corte encontrado nos municípios.
EMPRESÁRIOS SENTIRAM AUMENTO
No entanto, Edson Crusciak, sócio proprietário do supermercado Marechal, disse que vários produtos sofreram alterações nos preços, principalmente pela alta no salário. Isso sempre acontece. Tão logo anunciaram o novo mínimo, algumas mercadorias já subiram, ressaltou.
André Cortina, do supermercado Ponto Certo, disse que a alta nos produtos agropecuários é pequena, de cerca de 4%. Conforme ele, leite e carne mantiveram os preços. Já as verduras subiram devido a estiagem. Esse acréscimo quase não será sentido pelos consumidores. Mas subiram porque o salário subiu, completou.
O diretor técnico de informática e consumidor Wilian Clay, disse que o preço da carne é o que mais pesa na hora de fazer as compras, mesmo sendo uma região agrícola. Acredito que o preço seja motivado pelo auto custo de produção na pecuária, tanto de corte como de leite, frisou.



