Campanha fica mais acirrada nos últimos dias

As campanhas eleitorais da região devem seguir sem grandes mudanças até o
dia das eleições no próximo domingo (5). Pelo menos essa foi a informação
repassada pelas duas coligações que ainda disputam a majoritária em
Laranjeiras. Carlinhos Vieira (PTC) divulgou em seu programa eleitoral
que
deixava seus eleitores livres para outras escolhas, retirando sua
candidatura.
A coligação Laranjeiras no Caminho da Verdade que tem Emerson Algeri
(PV) como candidato a prefeito e Gilmar Ruths (PPS) como vice vai
reforçar
o cronograma já executado. As visitas devem ocorrer nos bairros, comércio
e
casas do centro. Não há confirmação de comício de encerramento, embora a
possibilidade não tenha sido descartada.
A coligação fará ‘reuniões pontuais’ em Gramadinho, Santo Antônio de
Pádua, no Conjunto Habitacional Laranjeiras 1, na Paz Nascente e outras
comunidades. A agenda ainda poderá ser alterada.
Já a coligação Laranjeiras segue em frente que tem o atual prefeito
Berto Silva (PMDB) como candidato à reeleição e Walter Becker (PSDB) como
vice pode ter o maior de seus comícios esta semana, segundo a
coordenação.
O governador Roberto Requião confirmou presença nesta quinta-feira (2) em
Laranjeiras do Sul.
Enquanto isso o prefeito e sua equipe farão visitas no comércio, nos
bairros e nas casas do Centro. Conforme a coligação o prefeito não pôde
se
licenciar para fazer sua campanha durante o horário de expediente antes
do
dia 15 de sertembro, pois não havia quem assumisse a prefeitura, já que o
vice-prefeito Nelson Gomes (PT) e o presidente da Câmara Júnior Gurtat
(PMDB) também são candidatos.

Campanha limpa, mas
acirrada


A nova lei das eleições contribui para mudar a forma de fazer campanha.
Mas não evitou a costumeira movimentação nas comarcas, com muitas
representações por irregularidades (ou não), de pequenos e de grandes
portes. Mas tudo dentro da normalidade, conforme o chefe do cartório
eleitoral de Laranjeiras do Sul Alexsandro Silva Trindade. Tivemos
bastante representações, ainda não sei dizer o número mas foram várias,
contou. Isso é natural em um processo eleitoral sempre há problemas,
alguns debates de idéias mais acirrados, representações por pequenas ou
grandes irregularidades em decorrência também da nova lei e dos novos
procedimentos. Mas em geral foi tudo dentro da normalidade, frisou.


Segundo ele a maioria das denúncias foi por abuso de poder político e
econômico e propaganda irregular. Denúncia de compra de votos houve
somente
uma na Comarca, no município de Marquinho, ainda em julgamento.




Criatividade


Valeu de tudo para tentar vencer as eleições, no bom sentido. Até mesmo
colocar a velha e econômica carroça na rua, como fez um candidato em
Pitanga. Além disso, os candidatos apostaram até em seus apelidos, dos
mais
variados, para ganhar a simpatia do eleitor. Confira alguns dos nomes de
urnas dos municípios da região:


Garanhão (Goioxim), Buchudo (Marquinho), Mandioquinha (Laranjeiras),
Bagre
(Laranjeiras), Negão da Saúde (Laranjeiras), Fuscão (Laranjeiras),
Catito,
Alemãozinho,


Galo.

Enquete

 

Como foi a
campanha eleitoral na sua
opinião?

 

Foi muito boa. Aqueles
comícios de antes eram barulhentos demais e pouco diziam sobre política.
Agora
está melhor, não tem barulho e nem brigas. Maria Iracema Barbosa, 70 anos,
aposentada, Laranjeiras do Sul

 






Bem melhor. Sem
alardes,
sem sujeiras nas ruas, sem aquela gritaria de antes. A única coisa que
ainda
falta é os candidatos aprenderem a ‘lavar suas roupas sujas’
em

casa.
Os
eleitores não
precisam ser expostos à isso, é até uma falta de respeito. Zeno Granetto, 71
anos, agricultor, Rio Bonito do Iguaçu

 




Não gostei. Essa
campanha silenciosa só contribui para que a corrupção seja camuflada. Eles
se
aproveitam da humildade das pessoas e entram em suas casas para fazer
propostas
indevidas. Acho que antes toda a campanha ficava mais explicita, eram
melhor
para escolher. Terezinha Rocha,
pedagoga, Laranjeiras do Sul

 





A
campanha foi mais
tranqüila. Ainda se vê muitas bandeirinhas e alguns santinhos pelas ruas,
mas
eu gostei mais dessa forma. Sem poder gritar os candidatos se obrigam a
mostrar
mais trabalho. Foi a melhor lei já criada. Volmar Lautert, 33 anos,
agricultor, Cantagalo

 







Melhorou a qualidade da
campanha. Agora os candidatos não podem simplesmente pôr alguém para
cantar,
eles tem que falar com o povo. Assim é mais fácil analisar quem é o mais
capacitado. Daiane Costa, 23 anos, estudante, Laranjeiras do
Sul