Carli Filho responderá na Justiça comum

A renúncia do deputado Fernando Carli Filho foi apresentada na sexta-feira passada (29), último dia do prazo estipulado pela Assembleia para ele apresentar sua defesa no processo de perda de mandato. O presidente da Assembleia, Nelson Justus, já leu em plenário a carta de renúncia do ex-parlamentar, oficializando a saída do deputado da Casa e encerrando o processo de cassação.
O tio de Carli Filho, deputado Plauto Miró (DEM), se emocionou na tribuna. Entre lágrimas ele disse que a decisão de renúncia foi pessoal, sem qualquer tipo de pressão. Ele faz parte de uma geração de jovens que estudam, trabalham, dirigem empresas com seus anseios, ideias e erros. Não há nenhum fato que desabone a conduta dele, afirmou.
O líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), enumerou uma lista de qualidades de Carli Filho: responsável, de bom trato, sereno e com maturidade acima da média. Romanelli culpou a imprensa pela repercussão do caso. A mídia já se sentiu satisfeita porque gosta de transformar as pessoas em bestas feras pelo fato exclusivo de serem deputados, afirmou.
Tadeu Veneri (PT) considerou exageradas as manifestações. Carli Filho agora parece ser a vítima do acidente. Não vi ninguém sequer citar que dirigir alcoolizado, em alta velocidade e com a carteira cassada é crime.
Novo deputado
Dois nomes poderão assumir a vaga de Carli Filho. A procuradoria da Assembleia decidirá entre Mario Roque ou Wilson Quinteiro. Ambos concorreram pelo PSB, ex-partido de Carli. Mas Roque, primeiro suplente, foi para o PMDB e Quinteiro argumenta que ele teria perdido o direito à vaga devido à regra da fidelidade partidária.
Acidente
O inquérito que apura a morte dos dois jovens, provocadas pelo acidente que envolveu Carli Filho, deve ser prorrogado por mais 30 dias. O prazo terminaria neste próximo domingo (7), um mês após o acidente. O novo prazo servirá para que o delegado Armando Braga ouça o ex-deputado e faça a reconstituição da colisão.