Casa de Pedra: arquitetura Inca ou ação do tempo?

Com seus vales, rios e cachoeiras o município de Palmital sai na frente quando se trata de turismo na Cantuquiriguaçu. A atividade emerge como um fenômeno capaz de gerar significativas mudanças, em várias dimensões. Entre as principais delas estão o enfoque na preservação ambiental e um fomento extra para as questões econômicas.
Entre tantos destinos, um em especial destaca-se e chama a atenção, tanto por sua localização, quanto por suas características. A ‘Casa de Pedra’, é até então, a única caverna que se tem conhecimento de topo no Estado. O local, está localizado a mais de 500 metros da base de uma montanha. Localizada na Linha Cantuana, as margens do Rio Cantu, a caverna é no mínimo, um lugar intrigante. Em seu interior, além de um grande salão, dezenas de dutos e túneis dão acesso a pequenas, escuras e úmidas galerias. A temperatura média, é de cerca de cinco graus a menos do que a registrada na parte externa.
Segundo Miguel Burei, secretário especial de Meio Ambiente de Palmital (Semap), a Casa de Pedra foi descoberta há cerca de 60 anos. Segundo ele, o já falecido João Burei, com um grupo de caçadores, perseguia uma vara de porcos silvestres, quando estes adentraram a caverna, na época com vasta vegetação no acesso de entrada.
Desde então, poucas pessoas tiveram a oportunidade de conhecer o local, tanto por estar dentro de uma área privada, como pela pouca divulgação. Hoje, através da secretaria de meio ambiente é que estamos pensado em fazer estudos e explorações turísticas aqui, mas com sustentabilidade. Tudo deve permanecer como está, ressaltou.
Conforme Burei, representantes da secretaria de Estado de Turismo foram até o local. Segundo eles, a origem da caverna é desconhecida, mas em um breve relatório, ressaltaram que as características de formação das galerias, possivelmente tenham sido construídas por mãos humanas.
Miguel acrescentou que próximo dali, foram encontrados vestígios do lendário caminho de Peabiru. Uma das hipóteses, seria que a caverna teria sido construída pelos Incas por volta do ano 1000. Não podemos descartar a ideia de que aqui seria um abrigo dos indígenas, lembra.

VOCAÇÃO PARA O TURISMO
Além da Casa de Pedra, Palmital possui um roteiro com mais de 32 cachoeiras. Entre elas, algumas receberão futuros circuitos de rafting. Além disso, possivelmente no mês de novembro, algumas montanhas passarão por vistorias e nelas serão construídas rampas para voo livre. Os praticantes de esportes radicais, também poderão usufruir de paredões de pedra, ideais para o rapel. Um deles, apresenta mais de 80 metros de altura. Nosso potencial é grande. Mas deveremos agregar a questão da conscientização. Em todas essas áreas tentaremos implantar Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN). Com as belezas cênicas, ainda poderemos trazer ICMS ecológico para o município. Para isso se tornar possível, estamos pleiteando recursos junto a Petrobras, completa.