Iniciaram quarta-feira (11), as atividades do segundo semestre no Centro de Sócio-educação de Laranjeiras do Sul (Cense). Conforme Amarildo Rodrigues da Silva, diretor da unidade, a expectativa para o reinício das aulas é grande tanto pelos professores, como pelos adolescentes internos. Esperamos fazer o melhor. Este é nosso grande objetivo. No tempo que eles estão aqui, devem refletir suas caminhadas para retornar a suas comunidades longe de cometer atos infracionais, ressalta.
Segundo Amarildo, a unidade trabalha com a lotação máxima de 86 adolescentes, os quais estão sob medida de internação. A principal meta é a reinserção do jovem em seu ambiente.
Em Laranjeiras do Sul, assim como na maioria das cidades do país, a participação de adolescentes em crimes é significativa. Entre as práticas mais comuns estão o tráfico de drogas, furtos e roubos. Silva ressaltou que o principal motivo que leva os jovens ao mundo do crime, é o envolvimento com os entorpecentes e orienta. Deve-se ter cuidado com as amizades, pois algumas podem leva-lo a cometer coisas que não são legais. Existe ainda a importância da escola, do esporte e lazer que são alternativas e possibilidades de se romper qualquer forma de conduta errônea. Os menores devem buscar ambientes saudáveis. Isso evita futuras consequências.
ENSINO X SOCIEDADE
Segundo Sônia Maria Refosco, pedagoga da secretária do Estado da Educação, a forma de trabalho com os alunos da unidade é semelhante a escola regular. A diferença é que as aulas são individuais e no molde aplicado pelos centros de educação de jovens e adultos (Ceebja). Nosso diferencial é que os alunos estavam fora da escola e tem aversão a sala de aula. É um trabalho de reconquista e valorização, conta.
Para a professora Tere Nardi, os adolescentes não devem ser vistos como pessoas anormais. Ela ressaltou ainda que o intuito da metodologia diferenciada é que os jovens continuem estudando após deixaram o internamento, mas pondera. A família e os municípios as vezes são um grande problema, pois não oferecem políticas que os ampare.
Tere relatou ainda que a falta de de oportunidade é outro impedimento. Ele sai daqui uma pessoa diferente, mas chega em casa, não tem o que por na mesa, o pai continua desempregado e bebendo. Isso faz com que muitos acabem voltando para a criminalidade que é o caminho mais fácil. O preconceito também também atrapalha. Ele sai da cidade como marginal e os vizinhos veem ele da mesma forma quando retorna, lamenta.



