Cesta básica está mais cara no país

O aumento de 70% no preço do tomate impulsionou a alta da cesta básica, que fechou em julho 2,29% mais cara em Curitiba, em relação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com a pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), foram 17 capitais analisadas e em todas houve aumento. Curitiba é a oitava com o maior preço.
A pesquisa mostra, ainda, que são necessários, em média, R$ 268 para comprar comida para um mês.
O segundo produto que mais subiu foi o feijão, com alta de 4,55%, em seguida o arroz, com aumento de 2,3%. Os menores gastos médios com a cesta básica são em Aracaju (R$ 208,14), Salvador (R$ 218,78) e João Pessoa (R$ 233,25).
O tomate teve forte influência na elevação do custo médio da cesta. As altas no preço chegaram a 121,34%, em Belo Horizonte. De acordo com o Dieese, a baixa oferta, devido a fortes chuvas e problemas na maturação dos frutos pelas baixas temperaturas, têm aumentado os preços da fruta.
Ainda segundo cálculos do Dieese, para atender às necessidades básicas de uma família, o salário mínimo em julho deveria ser R$ 2519,97, ou seja, quantia 4,05 vezes maior do que o mínimo em vigor.

O vilão
A alta histórica do tomate ocorreu devido a vários fatores. Segundo a secretaria de Estado Agricultura e Abastecimento (Seab), no período próximo a colheita ocorrem muitas chuvas em todo Paraná e São Paulo. Com o tempo úmido e sem sol, a incidência de pragas prejudicou os tomateiros. Em várias regiões, após as últimas chuvas, apenas 20% da área plantada teve condições de ir para o mercado.
Para o produtor, além dos problemas provocados pelo clima, o maior vilão na alta do produto foram os baixos valores pagos pelo mercado. Muitos agricultores em protesto ao preço pago, deixaram o produto apodrecer no pé. O valor pago estava sendo cinco vezes menor que o normal, por isso,  muitos agricultores deixaram o tomate apodrecer, ocasionando a falta no mercado.