Clientes e colaboradores da Auto Braz conhecem fábrica da Volks

Clientes e colaboradores da Auto Braz, concessionária Volkswagen, tiveram a oportunidade de conhecer a indústria em São José dos Pinhais. Na fábrica, foram recebidos por Claudia Rover, que atua no setor de comunicação da Volkswagen.
A unidade de São José dos Pinhais foi inaugurada em 18 de janeiro de 1999, com área total de 300 mil metros quadrados. Nesta unidade trabalham mais de 3.500 colaboradores, que produzem, em média, 870 veículos por dia. Ali são fabricados os modelos Fox, Cross Fox, Space Fox e Golf.
Durante a visita técnica, os convidados não apenas observaram todas as etapas do processo produtivo, como também receberam informações sobre a história, as plantas e os produtos das fábricas de São Bernardo do Campo, Taubaté, São Carlos e São José dos Pinhais, esta última considerada uma das mais modernas da América Latina.
A imersão por algumas horas no ambiente de trabalho da indústria demonstra a versatilidade e a tecnologia empregadas na fabricação de automóveis de um grupo que, além da Volkswagen, é dono das marcas Bugatti, Bentley, Audi, Lamborghini, Seat, Skoda e Scania.
A visita fez parte das festividades dos 48 anos da Auto Braz, em Laranjeiras do Sul. Foram sorteadas viagens para alguns colaboradores e clientes da empresa. Segundo um dos sócios proprietários, Fabiano Franciosi, que acompanhou o grupo na visita em Curitiba, a indústria brasileira, guardadas as devidas proporções, não fica devendo para a fábrica de Wolfsburg, na Alemanha, a qual ele teve oportunidade de visitar, em 2011.
Os visitantes acompanharam parte do processo de produção, que inicia com as resmas de folhas de aço, entrando para as formas na estamparia. É uma visão surreal, são mais de 3.500 funcionários que trabalham em harmonia com robôs de última geração, contornando chapas e moldando materiais com precisão milimétrica. Sem contar as dezenas de fornecedores que entregam às peças no sistema Just In Time (JIT). No sistema JIT é fornecida apenas a quantidade correta de peças no momento e local em que serão utilizadas, não dependendo de espaço para estoque. As peças são entregues conforme vão sendo montadas. Roldanas levando e trazendo os componentes dos carros por todos os lados, tudo coexistindo harmonicamente, sem falhas, não importando a ordem de modelos que estão sendo fabricados. Os robôs fazem a parte pesada do trabalho, reduzindo o prazo de entrega de cada veículo. Em pleno funcionamento, produzem um carro e meio a cada dois minutos, em média.

Impressões
A colaboradora da Auto Braz Juliana Gutoski achou muito interessante o processo, pois não tinha ideia de como funcionava na prática uma montadora. É tudo muito organizado, desde a parte de pessoas, máquinas e limpeza. Espantou-me o tamanho e o sincronismo de todas as partes da linha de montagem, inclusive dos fornecedores que trabalham de forma integrada e estão estabelecidos nas redondezas da fábrica, conta.
O colaborador Alencar Abreu Turco lembrou que o processo Just In Time começa no momento em que a concessionária vende um veículo. É daqui que saem as especificações, se é com ar-condicionado, direção, bancos de couro ou outros acessórios. E lá na fabrica pudemos perceber como é importante que os dados cheguem corretos na linha de produção, observou.
Para o empresário André Cortina, foi uma experiência muito interessante, uma vez que ele também não tinha ideia de como funcionava uma fábrica de automóveis. Fiquei impressionado com a precisão e a logística com a qual tudo funciona. São centenas de robôs e mais de 3.500 pessoas trabalhando num sincronismo impressionante, comentou.
O empresário de Cantagalo João Maria Volff contou que mudou a impressão que tinha sobre os automóveis. Voltei com outra impressão sobre carros. Conto para os amigos o que vi lá e alguns não acreditam que robôs e humanos trabalham na mais perfeita harmonia, falou, entusiasmado, sobre a visita.
Para o diretor escolar de Rio Bonito do Iguaçu, o professor Marcio Denis Cardoso, foi uma vista que mudou seu conceito. Foi uma ótima oportunidade de adquirir novos conhecimentos. Estou pensando possibilidade de levar um grupo de alunos para conhecerem a fábrica. Acredito que numa vista dessas terão uma visão diferente do mundo e das possibilidades em novos mercados de trabalho, aposta Marcio.