Com o crescimento da população de Espigão Alto do Iguaçu, que atualmente contabiliza cerca de 5 mil habitantes, cresceu a quantidade de lixo. Com isso, começa a surgir a possibilidade de renda com a reciclagem de latinhas, plásticos e papelão.
Um exemplo disso é Pedro Ponciano. Casado, pai de quatro filhos menores de idade, ele sai diariamente às ruas do centro da cidade recolhendo papelão e latinhas para vender. Segundo ele, o maior desafio é fazer com que seus filhos estejam na escola estudando, por isso a necessidade de uma renda extra. O catador, em seu último emprego em uma madeireira, sofreu um acidente e teve parte de um dos dedos da mão decepada. Por isso, ficou um período desempregado. O meu veículo de trabalho era um carrinho de mão e hoje é apenas uma bicicleta. Uma ajuda importante tem sido o lixo reciclado trazido pela prefeitura com o trator ou a caçamba, frisou.
Recentemente, Pedro voltou a trabalhar na madeireira e recebe auxílio doença. Ele explica que os produtos que podem ser reciclados são apenas vidro, alumínio, papel e o plástico. Ponciano vende a R$ 0,50 cada quilo de papelão, R$ 1 para revistas e jornais, recebendo cerca de R$ 270 mensais com a coleta. Para ele, a reciclagem é importante para a sociedade ao ponto de se pensar que podemos ‘renovar’ cada sucata ou lixo que produzimos.
Usina de reciclagem e compostagem
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) aprovou, recentemente, a liberação do início das obras para a construção da Usina de Reciclagem e Compostagem de Quedas do Iguaçu, que será intermunicipal, numa parceria entre as prefeituras de Quedas e Espigão Alto. Estima-se que a usina deverá gerar empregos para cerca de 50 pessoas dos dois municípios. Para isso, já está criada a Associação de Catadores e o Conselho do Meio Ambiente, que vai gerenciar o projeto de coleta seletiva de lixo.



