Comerciantes do Paraguai protestam por aumento de cota

Comerciantes
de Ciudad del Este e Salto Del Guairá no Paraguai, fecharam as
portas na tarde desta terça (17) em protesto para pedir que o
governo brasileiro mantenha a cota de importação de US$ 300 isenta
de imposto ou aumente o limite para US$ 500.

No
ano passado o governo reduziu a cota de importação por terra para
US$ 150 e no dia seguinte já suspendeu a medida por mais um ano.
Prazo que já está para vencer.

De
acordo com os empresários, a redução afeta diretamente a economia
de Ciudad del Este e da vizinha Foz
do Iguaçu
,
no oeste do Paraná e de Salto del Guairá e Guaíra, na mesma
região. O ideal, sugerem, seria não só manter, mas aumentar a cota
para US$ 500 a exemplo do limite para as compras no exterior para
quem volta ao país de avião.

Um
estudo encomendado pelo Fundo de Desenvolvimento e Promoção
Turística do Iguaçu (Fundo Iguaçu) indica que com a equiparação,
a fronteira poderia receber cerca de 450 mil turistas a mais em cinco
anos.

O
presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Foz
do Iguaçu (Codefoz), Danilo Vendrúsculo, reforça que a ideia é
atrair para a região cerca de 10% dos turistas brasileiros que
atualmente têm preferido fazer compras em Miami (EUA).

Para
o governador de Alto Paraná, Lucho Zacarias, esta é uma questão
interna do Brasil, porém com efeitos sobre o Paraguai.

Em
um encontro nesta terça em Ciudad del Este, parlamentares que
representam o Paraguai no Mercosul
e
senadores que fazem parte da União de Nações Sul-Americanas
(Unasul)
tentam encontrar uma solução para o impasse. Na segunda (16), os
prefeitos de Foz do Iguaçu, Ciudad del Este, Salto del Guairá e
Pedro Juan Caballero – na fronteira com Ponta
Porã
(MS)
– estiveram com o presidente Horário Cartes na capital Assunção.
Na ocasião, discutiram um projeto para a manutenção ou aumento da
cota. A iniciativa tem o apoio do governo paraguaio.