O Conselho de Ética da Câmara dos
Deputados instaurou
nesta quarta-feira (9) o processo disciplinar contra o vice-presidente da
Câmara, deputado André Vargas para apurar as denúncias de relações econômicas
com o doleiro Alberto
Youssef, preso pela Polícia Federal na operação Lava-Jato acusado de
movimentar ilegalmente mais de R$ 10 bilhões.
Três nomes foram sorteados para serem os possíveis relatores
do caso: Roberto Teixeira (PP-PE), Julio Delgado (PSB-MG), Renzo Bráz (PP-MG).
O escolhido terá que apresentar um parecer prévio sobre se a
representação pode ser acolhida pelo colegiado. Somente depois disso é que a
investigação poderá ser iniciada.
O conselho terá 90 dias úteis para concluir a apuração e
apresentar um parecer que pode prever punições. O mais grave é a cassação do
mandato.
No início da reunião, o PT tentou uma manobra para adiar a instauração do
processo. O deputado Zé Geraldo
apresentou uma ordem para enviar o processo à Corregedoria da Casa, que
analisaria as denúncias e aprofundaria uma investigação antes de iniciar um
processo disciplinar que pode levar à cassação do seu mandato.
Na corregedoria, o parecer seria submetido a uma decisão da
Mesa Diretora da Casa que poderia decidir pela abertura de um processo no
conselho ou poderia arquivá-lo. O presidente do conselho, deputado Ricardo Izar,
rejeitou a questão de ordem e instaurou o processo. “O conselho é
autônomo”, afirmou. “Vamos agir com total transparência e com a
garantia do amplo direito de defesa.”



