Antes do início da Lei Seca somente uma pessoa havia sido autuada por
embriaguez em Laranjeiras do Sul. Do dia 19 de junho, quando entrou em
vigor a nova lei, até ontem (quinta, 24 de outubro) já foram 11
autuações.
A informação, fornecida pelo tenente Gilmar Golemba, faz parte de um
levantamento realizado pela Polícia Militar no município.
Segundo Golemba o maior impacto da lei foi na sociedade. Existe uma
preocupação das pessoas em buscar informações, em repassar informações
para seus filhos sobre a lei, disse ele. A comunidade também está mais
participação, está denunciando mais os abusos, acrescentou.
O trabalho realizado pela PM em Laranjeiras recebeu apoio da Polícia
Rodoviária Federal. Este mês foi realizada uma operação especial com a
participação das duas forças. Somente nesta ocasião foram autuadas duas
pessoas, informou.
A Polícia Militar ainda não possui bafômetro, por isso necessita do apoio
da PRF para comprovar o excesso de álcool que não visível a olho nu.
Conforme o tenente Gilmar até o final deste ano o equipamento deve chegar
para PM. Dessa forma poderemos intensificar a fiscalização nos finais de
semana e as saída de eventos, quando ocorrem os maiores abusos,
informou.
Nas rodovias
O número de acidentes na BR 277 trecho de Candói à Medianeira cresceu,
mesmo com a Lei Seca. Mas a gravidade e o número de mortos caiu. Segundo
a
Polícia Rodoviária Federal ocorreram 480 acidentes neste trajeto de 20 de
junho à 19 de outubro deste ano. No mesmo período em 2007, foram 390. Já
o
número de feridos caiu de 346 para 311, uma redução de 10,11%. As mortes
caíram de 23 para 18, 21,73 %. Temos observado que desde o ínicio da lei
seca o pessoal tem reduzido o nível de álcool ao volante, comentou Paulo
Renato Muzzi, policial rodoviário federal. Nesse período já fizemos
várias operações e em algumas ninguém foi autuado. A lei rigorosa
intimidou as pessoas e incentivou a conscientização, acrescentou
ele.
Lei seca
A chamada lei seca (11.705) passou a considerar crime conduzir veículos
com 0,3 mg/l ou mais de álcool no sangue. A punição para quem não cumprir
a lei é considerada gravíssima e prevê suspensão da carteira de
habilitação por um ano, além de multa de R$ 955 e retenção do veículo. A
suspensão por um ano do direito de dirigir é feita a partir de 0,1 mg de
álcool por litro de ar expelido no exame do bafômetro. Acima de 0,3 mg/l
de álcool no ar expelido, a punição inclui também a detenção do motorista
(de seis meses a três anos).
Antes da lei seca, somente motoristas com mais de 6 decigramas de álcool
por litro (o equivalente a dois chopes) de sangue eram punidos.
Veja o resultado de uma enquete realizada através do site do Jornal
Correio em agosto :
Você concorda com a Lei Seca?
Sim, é a única maneira de controlar os excessos para quem dirige. –
69.2%
Em partes. Está muito severa. – 15.4%
Não. Acho que os limites deveriam ser revistos. – 12.1%



