Curso de medicina e Hospital Regional são os próximos passos

O governo federal, por meio do Ministério da Educação e Cultura (MEC), anunciou que selecionará algumas regiões para a instalação de novos cursos de medicina. O predomínio reside no Norte e Nordeste do Brasil, mas já está mapeado a região centro-oeste do Paraná, na qual reside Guarapuava, o possível local de construção do Hospital Regional.
Segundo o chefe da Comissão Executiva de Elaboração do Hospital Regional, professor Silvano Simões Rocha, que também é Pró-Reitor de Planejamento da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), ainda não houve contato com o MEC, pois finalizam alguns detalhes de caráter interno. Contudo, a proposta pública vai de encontro com o que haviam planejado, gerando otimismo quanto ao desfecho. Além disso, ele revelou que o reitor da instituição, professor Aldo Nelson Bona, participou de uma palestra ministrada pelo secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mozart Salles, na qual foi mostrado um infográfico, constando as possíveis regiões para instalação do curso. O Centro-Oeste paranaense é o único local da região Sul com uma marcação. Após notar este detalhe, o professor Aldo entrou em contato com o secretário para adentrar-se em outros pormenores, revelou Silvano.
Ele adiantou, ainda, que o poder público estadual, por meio da secretaria de Saúde, confirmou que promoverá a construção do Hospital Regional para que seja a contrapartida para a vinda do curso de medicina na Unicentro.
Por fim, ele destacou que em março, ainda sem data definida, ocorrerá uma nova assembleia pública, visando a prestação de contas quanto à situação. Serão convidados todos os prefeitos e secretários de Saúde, dos municípios que serão atendidos pela unidade, o secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto, além de toda a comunidade.
Residência
Segundo informações do MEC, entre as condições básicas para uma instituição oferecer curso de medicina está a existência de pelo menos três programas de residência médica nas especialidades prioritárias — clínica médica, cirurgia, ginecologia-obstetrícia, pediatria e medicina de família e comunidade. 
O Brasil tem hoje 1,8 médico por mil habitantes. O número é baixo em relação a outros países, como Uruguai (3,7) e Argentina (3), além de Estados Unidos (2,4), Alemanha (3,6), França (3,5), Espanha (4) e Portugal (3,9). São Paulo (2,4), Rio de Janeiro (3,4) e Distrito Federal (3,4) são unidades federativas com número de médicos superior ao da média nacional.