Defesa de Carli Filho tenta transferir júri de Curitiba para outra cidade

Os advogados que defendem o ex-deputado Fernando Carli Filho receberam resposta negativa do pedido para desaforamento do júri que acontecerá nos dias 27 e 28 de fevereiro em Curitiba. O Tribunal de Justiça do Paraná negou o pedido de liminar nessa terça feira (30).

Os advogados pediram mudança de local para o julgamento, justificando que Curitiba teve ampla repercussão do caso ocorrido há cerca de nove anos. Outro argumento da defesa é que a deputada federal Cristiane Yared, mãe de uma das vítimas, teve expressiva votação na capital paranaense. Portanto, é grande a chance de um dos seus eleitores compor o Conselho de Sentença. A defesa sugeriu que o julgamento fosse realizado em Guarapuava, Londrina ou Cascavel.

A acusação, entretanto, disse que o caso teve repercussão nacional, que o pedido iria atrasar mais uma vez o julgamento e que os locais são redutos eleitorais da família de Carli Filho.

CASO

O caso que hoje está em debate nos tribunais tem origem na madrugada de 7 de maio de 2009. O então deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho dirigia alcoolizado e em alta velocidade quando o carro que ele conduzia colidiu contra o veículo em que estavam Gilmar de Souza Yared e Carlos Murilo de Almeid. Na época com 26 e 20 anos, respectivamente, os dois jovens morreram na hora.

Quase cinco anos depois, em fevereiro de 2014, a 1.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) entendeu que havia indícios de que Carli Filho assumiu o risco de matar e confirmou o júri popular para os dias 21 e 22 de janeiro do ano seguinte, por duplo homicídio doloso qualificado. Mas o júri foi suspenso por decisão do então ministro Ricardo Lewandowski. Ele entendeu que seria necessário que os recursos interpostos pela defesa em cortes superiores fossem julgados antes.