Deputados aprovam lei estadual pra proteger animais sem dono

Na sessão da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) da última terça-feira (20), foi aprovado um projeto de lei que estabelece políticas públicas de controle populacional de cães e gatos, para todo o Estado.
As principais ações previstas são a identificação de todos estes animais, programas de esterilização públicos, ações preventivas contra o abando, conscientização e a proibição definitiva do extermínio de animais de rua, o que ainda acontece. Isso tudo sob fiscalização do órgão ambiental dos municípios.   
Para o autor do projeto, o deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB), estas medidas visam melhorar a situação destes animais a longo prazo. Além de gerar problemas ambientais, animais abandonados representam perigo para a saúde pública, pois transmitem doenças, explicou. Ele, que é presidente da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente da Alep, acredita que a população de animais abandonados diminuirá progressivamente. As medidas deverão ser adotadas por todos os municípios do Estado. Há uma grande confusão por falta de uma legislação estadual: cada município decide o que fazer em relação ao assunto e alguns não fazem nada, declarou.

Dedicação e carinho
Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), ações preventivas são mais eficientes que o extermínio. Em Laranjeiras do Sul, a eletrotécnica Cinara Jungles concorda com o chamado controle ético de animais. Há outras maneiras de cuidar dos bichos, argumentou. Junto ao marido, Rogério de Andrade, e os filhos Mayara e Michael, ela acolhe cães e gatos em sua própria casa, até que ache um novo lar para eles. Já apareceu de tudo aqui, pato, coelho, tartaruga, o que eu posso eu faço, revelou.
Atualmente, Cinara cuida de seis cachorros e só metade é dela, fora alguns pássaros que tem em casa. Sempre gostamos de bichos, toda a família, não conseguimos ficar sem, contou. Para ela, a população de animais de rua diminuiu em relação há alguns anos, mas de uma forma errada. Ainda tem muita gente que dá veneno, que mata para se livrar dos bichos, lamentou.

Cuidado por profissão
O veterinário Maicon Menegas confirma que dar veneno aos animais ainda é comum, apesar de ser crime. Por essa e outras razões, ele se uniu a outros amantes de animais para montar uma Organização não Governamental (Ong), que ainda está em tramitação. Não temos nada concreto, mas o objetivo é tratar animais de rua, promover ações de conscientização e encontrar doadores, mas não iremos abrigá-los, explicou. Por enquanto, existe apenas um projeto, que ainda não está recebendo ajuda ou colaboração, nem realizando trabalhos.
De acordo com o veterinário, foram três motivos que incentivaram o planejamento da Ong. A própria sensibilização das pessoas, que se comovem com animais abandonados, o tratamento de cães e gatos de rua e as doenças que eles podem transmitir para os humanos. Laranjeiras do Sul precisa disso, concluiu.