Ontem (18), a unidade do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Laranjeiras do Sul recebeu cerca de 300 pessoas, organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Elas se mobilizaram para levar uma pauta de reivindicações, buscando a reestruturação e manutenção dessa unidade do Incra, com o intuito de fortalecer o trabalho do órgão na região e cobrar a liberação imediata da reforma agrária.
O grupo pretende permanecer no local até o superintendente Estadual do Incra, Nilton Bezerra Guedes, vir a Laranjeiras para receber a pauta e comprometer-se em solucionar as questões propostas. As medidas pretendem atingir mais de 5 mil famílias acampadas e assentadas na região.
De acordo com a assessoria de imprensa do MST, o ato de ocupação permanente nas instalações da unidade regional vem para reivindicar os investimentos nos assentamentos e a agilização dos projetos de assentamentos na região.
Entre outros itens, o documento prevê a liberação imediata dos recursos e prorrogação do prazo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) dos assentamentos Ireno Alves dos Santos e Marcos Freire, que já possuem depositado em suas contas a quantia de R$ 5.402.397 e R$ 1.300.000, respectivamente.
Por mais que o dinheiro já esteja na conta, ele não pode ser utilizado. Segundo o presidente das Associações Comunitárias do Assentamento Ireno Alves dos Santos (Cacia), Ricardo Alvaristo, a associação vem fazendo projetos há mais de um ano, mas o Incra não os efetiva. Nós nos mobilizamos para fazer as coisas acontecerem, mas o Incra quer recolher o dinheiro, disse.
Além disso, a viabilização do projeto de um laticínio em construção no assentamento 8 de Junho também foi pautada, com um orçamento de quase R$ 250 mil para asfaltamento do trecho de acesso, cerca de R$ 476 mil para a aquisição de equipamentos e a prorrogação do convênio do Incra com a prefeitura de Laranjeiras, permitindo assim a realização das obras no local.
Outro ponto reivindicado é a desapropriação de terras, onde há pessoas acampadas há mais de 10 anos.



