Carteiros, leituristas da Sanepar, Copel, entregadores de gás, coletores de
lixo sofrem em seus trabalhos com os constantes ataques de cães. Os animais
geralmente ficam soltos e isso facilita o ataque contra esses
profissionais, que muitas vezes acham que não tem cachorro, ou que o mesmo
está preso.
A condenação do dono de cachorro é talvez a única esperança
que resta aos leituristas. Muitos proprietários não sabem que a Lei de
Contravenções Penais (Decreto-lei 3.688/41) prevê prisão de dez dias a dois
meses para o dono de animais que oferecem risco à segurança da
coletividade, enfatiza Francisco Carlos Marques, da Unidade de Faturamento
da Sanepar.
Marques é gerente de uma equipe de 150 empregados que,
diariamente, estão sob a ameaça dos animais. Além da prisão, o juiz também
pode determinar outras penas como o pagamento de multa, prestação de
serviços comunitários e o pagamento de cestas básicas.
Segundo o gerente
da Agência dos Correios de Laranjeiras do Sul, Clenoir Ghizzi, uma das
formas adotadas para que esses ataques de cães nos entregadores fosse
diminuída foi a instalação das caixinhas dos correios. Mas nem todos
instalam, lamenta.
Clenoir informa também que a entrada dos carteiros
em qualquer lugar que tenha um obstáculo, no caso um portão, é
expressamente proibida, e por esse motivo e por sempre ter cachorros soltos
para a proteção das casas, algumas correspondências tendem a voltar. Por
isso pedimos a conscientização de todos, para deixarem os cães amarrados,
mas longe das caixinhas.
Conforme dados da Sanepar, os casos estão
aumentando. No ano passado, dos 590 leituristas da Sanepar que atuam no
Estado, 147 foram mordidos. Neste ano, até o mês de agosto foram outros 90
acidentes. Em Curitiba e Região Metropolitana, entre os 150 que trabalham
na atividade, 49 foram vítimas de cães no ano passado e, só em 2009, já são
24 casos.
A orientação é que os proprietários mantenham os cães presos.
João de Matos tem um cachorro da raça Rottweiler e disse que sempre se
preveniu para que seu cão não atacasse as pessoas durante o dia. Deixo ele
sempre amarrado na parte do dia. Só solto ele a noite, para termos
uma segurança maior, explica Matos.
Sugestões de quem sofre
– Restrinja o
aceso do cachorro às áreas do hidrômetro da Sanepar, do relógio da Copel e
da caixa de correio;
– Mantenha o portão sempre bem fechado;
–
Mantenha o animal preso no pátio ou corrente. Tenha certeza de que não há
possibilidade de ele pular o muro, ou de romper a cerca;
– Não confie no
seu cão. Ele pode ser bonzinho, mas é um animal de reações imprevisíveis;
– Para o cachorro, o leiturista é um invasor, observe se o animal não
oferece risco aos prestadores de serviços.



