Empresário do comércio está menos otimista no Paraná

O clima na economia paranaense deve ficar tenso pelo menos até o fim do
primeiro semestre deste ano. Conforme uma pesquisa de opinião realizada
pela Federação do Comércio do Paraná (Fecomercio) empresários do comércio
de bens, serviços e turismo do Paraná estão apreensivos com o
comportamento do setor no primeiro semestre deste ano
O estudo registrou queda de mais de trinta pontos percentuais na
expectativa de vendas. Enquanto 84,90% deles esperavam um segundo semestre
positivo no ano passado, para o primeiro semestre deste ano esse otimismo
está presente em apenas 58,62% dos empreendedores. É o menor percentual
de expectativa positiva de crescimento nas vendas verificado pela pesquisa
de opinião da Fecomércio desde sua instalação, em 2002, explica o
presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac, Darci Piana. Uma redução como
esta na expectativa de crescimento deverá se refletir na contenção e/ou
adiamento de novos investimentos no comércio e a decorrente redução na
oferta de empregos.
Empregos
A pesquisa mensal realizada pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados), apontou que o Comportamento do Emprego Formal no mês de
dezembro sofreu uma queda brusca, com o fechamento de 654.946 postos de
trabalho no país – quase o dobro de 2007.
As principais dificuldades apontadas pelo comércio em relação ao 2.º
semestre do ano passado continuam sendo a carga tributária e os encargos
sociais elevados; a vulnerabilidade a fatores externos como câmbio,
redução do crédito, incertezas na economia; falta de qualificação da
mão-de-obra; concorrência desleal e insuficiência de capital de giro.

Preparação
Como vantagens, o setor aponta que está preparado para um atendimento
diferenciado e ágil, tem preços competitivos, qualidade, diversidade e
inovação dos produtos, entre outros. Todos os países do mundo adotaram
medidas para conter a crise. No Brasil, foram disponibilizadas linhas de
crédito e as taxas de juros em algumas linhas foram reduzidas. Ainda não
foram suficientes para contornar a crise, mas devem amenizar o impacto,
diz Darci Piana. Segundo ele, o Sistema Fecomércio Sesc Senac faz a sua
parte para ajudar os empreendedores do comércio, realizando cursos para
formação de mão-de-obra especializada, um banco de dados com profissionais
capacitados e cursos para melhorar a gestão das empresas. Também
pleiteamos junto ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, quatro
pontos importantes para a proteção da economia nacional: manter as linhas
de crédito, os juros baixos, os empregos e garantir a aplicação do Plano
de Aceleração do Crescimento – PAC, comentou Darci Piana.
A forma como autoridades e empresários enfrentarem o primeiro semestre de
2009 será muito importante para sinalizar o desempenho da economia no
restante do ano.