Os empresários brasileiros
continuam pessimistas com as condições atuais e futuras da economia e das
empresas. É o que mostra o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei),
divulgado hoje (18) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O índice que compara a
economia brasileira, recuou de 19,3 pontos em dezembro, para 18,7 pontos em
janeiro. Também o indicador da empresa apresenta queda, saiu de 32,9 pontos no
último mês de 2015 para 32,2 pontos neste início de ano. Em ambos casos, a
escala vai de zero a 100 e apenas valores acima de 50 pontos indicam otimismo.
Diante desse cenário, o Icei
mostra que a falta de confiança dos empresários da indústria brasileira se
mantém intensa e disseminada. Dentro da margem de erro, o indicador em janeiro
alcançou 36,5 pontos. O resultado é 0,5 ponto maior do que medido em dezembro
passado, no entanto, 7,9 pontos menor do que o medido em janeiro de 2015 (44,4
pontos); e 14 pontos abaixo da linha divisória de 50 pontos .
Ainda de acordo com o Icei,
indústrias de pequeno e médio porte estão bem mais pessimistas que as grandes
fábricas. Nesta última análise, o indicador chegou a 37,6 pontos. Por região, o
Sudeste é onde a avaliação do empresário apresenta o pior resultado e,
diferente das demais regiões onde o indicador variou positivamente ante o
resultado de dezembro, a oscilação foi para baixo – de 33,3 para 33 pontos.
Construção
O Icei ainda mostra que o
pessimismo é maior entre empresários da Construção Civil, principalmente entre
aqueles que realizam obras de infraestrutura. Na Indústria Extrativa, o
pessimismo continua, mas aos poucos, vai perdendo força. Nesse setor, o
indicador passou de 41,6 pontos em dezembro para 44 pontos em janeiro, bem
próximo aos 45 observado no início de 2015.
Quanto à Indústria de
Transformação, o indicador oscilou de 36 para 36,4 pontos. Alimentos, fumo,
couros e artefatos, calçados, derivados de petróleo e biocombustíveis estão
entre os setores com variação positiva, no entanto, nenhum deles traz um número
acima dos 50 pontos ou com avaliação acima da observada em janeiro do ano
passado.
Expectativas
Diante do quadro, as
expectativas para os próximos seis meses permanecem desanimadoras e um possível
reaquecimento da economia ainda no primeiro semestre do ano é descartado.
O indicador de expectativas
está em 40,9 pontos. Em janeiro do ano passado, quando a presidente Dilma
Rousseff assumia o seu segundo mandato, o empresário já se mostrava pessimista,
mas ainda assim estava bem mais próximo da linha divisória, que indicaria
otimismo, em 48,7 pontos.



