Aproximadamente 1,4 mil estudantes do Colégio Estadual Amâncio Moro, em Corbélia, no oeste do Estado, próximo a Cascavel, estão sem aulas devido às fortes chuvas que caíram na manhã desta segunda-feira (30). A estrutura está bastante danificada, além de estar totalmente alagada.
O principal motivo para os estragos é o telhado, que havia sido destruído por causa do granizo que atingiu a cidade no dia 20, e ainda não foi consertado. As aulas já estavam suspensas desde o ocorrido, porém, deveriam ter sido retomadas ontem (30).
Destruição – Lonas plásticas foram colocadas no telhado para tentar impedir a entrada da água, mas são tantos buracos que o material não dá conta de evitar as goteiras. Na biblioteca, cerca de mil livros molharam. Além disso, 20 computadores podem ter estragado no laboratório de informática. Uma quantidade muito grande de materiais que eu não sei como e nem por onde nós vamos recomeçar tudo isso, disse o diretor da instituição, Francisco Rossoni Neto.
De acordo com ele, a reposição dos dias perdidos é uma indefinição, assim como o conserto dos prejuízos. O Núcleo Regional de Educação esteve no local para fazer um levantamento dos estragos, mas ainda não há uma data para o início das obras de reparo. O núcleo regional vem nos apoiando, nos ajudando, porque é de obrigação deles também. O que a gente sente é que a burocracia acaba pecando neste momento, complementou.
Mais de 70 casas são danificadas por chuva de granizo
Mais de 70 casas foram danificadas em Porto São José, distrito do município de São Pedro do Paraná, na região noroeste do Estado, por causa da chuva de granizo que caiu no início da manhã desta segunda-feira (30). No local moram cerca de 300 famílias e ainda não há relatos de desabrigados, segundo a prefeitura.
De acordo com o vice-prefeito de São Pedro do Paraná, Eli Marini (PT), um carro de som está passando pelas ruas pedindo para as pessoas que tiveram as casas danificadas procurarem o Posto de Saúde para se cadastrarem. Com esse levantamento, juntamente a ajuda da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar vamos ver a situação das casas e distribuir lonas que forem necessárias, orientou o vice-prefeito.
Como a previsão para os próximos três dias é de mais chuvas na região, a prefeitura estuda a possibilidade de decretar estado de calamidade pública para acelerar o processo de compra de telhas. A lona não vai resolver o problema dessas famílias, o que resolve é a troca das telhas quebradas. Se a chuva persistir, os móveis podem estragar e aí o prejuízo vai ser muito maior, explicou o vice-prefeito de São Pedro do Paraná.



