Esporte sem dor

A lesão é o maior pesadelo de um atleta. Que o digam Paulo Henrique Ganso, Ronaldo Fenômeno, o goleiro Marcos e tantos outros que tiveram que interromper um momento brilhante na carreira por causa da dor. Outro caso recente é do líbero Serginho, também conhecido como Escadinha, que ficou fora do Mundial de Vôlei devido complicações na coluna: hérnia de disco. Mas não são só os profissionais que sofrem com dores. Principalmente os atletas de final de semana devem ficar alertas. Quase sempre, quando falta um integrante no time, um jogador é escalado de última hora e começa a partida sem fazer aquecimento e alongamento. E isso aumenta muito a chance de adquirir uma lesão.De acordo com as fisioterapeutas Luci Corrêa Becker e Gisele Angeli Junge Seferin, as principais causas de lesões são falta de aquecimento e alongamento. Outro agravante pode ser a ausência de um profissional para orientar os exercícios ou ainda a pessoa pode ter deficiência de minerais nos ligamentos.Para que o atleta tenha um bom desempenho físico, é necessário ainda uma boa alimentação e respiração correta. A parte respiratória é fundamental. Se tiver pulmão bem oxigenado, terá músculos oxigenados. O oxigênio é a vida do músculo, enfatizam as fisioterapeutas.Conforme recomendação das especialistas, as lesões devem ser tratadas no início e dependendo do caso podem ser tratadas com crioterapia (gelo), eletroterapia, cinesioterapia (alongamento). Em alguns casos recomenda-se o pilates, que trabalha o corpo como um todo e RPG (reeducação postural global).Cada pessoa reage ao tratamento de um forma. Algumas tem o metabolismo acelerado, outras mais lento. Mas se seguir as orientações do ortopedista e fisioterapeuta, terá uma boa recuperação. Toda lesão tratada no início, tem um resultado melhor, afirma Dra Luci.
AJUDA PROFISSIONALHá 10 dias o laranjeirense Diego Schimidt, atleta de vôlei, sofreu uma distensão na coxa esquerda durante um jogo em São Paulo. Senti como se tivesse abrindo o músculo. Doeu muito, conta ele, que precisa ficar recuperado para a final da competição, em poucos dias. Esse era o meu medo. Mas com o trabalho das doutoras ficou bem mais fácil. Elas são meus anjos da guarda, agradece Diego.Ele, que já fez tratamento devido uma entorse em 2007, destaca a importância de procurar logo ajuda especializada. Prefiro ficar uns dias a mais me recuperando, do que ter a ilusão de achar que fui curado no momento, admite.