EUA aprovam nova droga anti-HIV, com menos efeitos colaterais

Os Estados Unidos aprovaram um novo medicamento que impede a ação do HIV-1 no organismo. Trata-se de uma combinação entre outros antirretrovirais já existentes no mercado: o dolutegravir e a rilpivirina. Entre os medicamentos da nova geração, o Juluca, como é conhecido comercialmente, é o primeiro a combinar dois compostos.

A nova geração de antirretrovirais tem como principal característica o fato de possuírem menos efeitos colaterais que tratamentos mais antigos — como o efavirenz, que piorava sintomas de pacientes psiquiátricos.

Segundo o FDA (órgão americano similar à Anvisa), a eficácia do Juluca foi testada em dois ensaios clínicos com 1024 participantes. Eles foram divididos aleatoriamente: parte tomou o Juluca; e a outra continuou com o tratamento prévio. Os resultados mostraram que a droga foi eficaz em manter o vírus suprimido tanto quanto a terapia de referência.

O medicamento aprovado nesta terça-feira (21) deve ser utilizado em pacientes com supressão do vírus ao menos por seis meses (ou seja, que estivessem usando outros tratamentos). Também ele não deve ser administrado em indivíduos que já apresentaram resistência a alguns dos componentes da nova droga.

Junção de drogas mais novas
 
A principal vantagem do novo medicamento, assim, é a junção de outros dois componentes de drogas mais modernas, o que diminui a toxicidade e contribui para maior adesão ao tratamento.