Família acusa hospital de não atender criança

Uma família laranjeirense procurou a redação do Diário Correio do Povo do Paraná para denunciar o não atendimento hospitalar a uma criança de um ano e um mês. De acordo com a mãe do menino, Poliana Peixoto Amaral, ela, o marido e o filho estavam chegando em Laranjeiras do Sul quando sofreram um acidente, próximo ao trevo de acesso a Marquinho.
Apesar de a criança estar usando a cadeirinha corretamente, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) o encaminhou para a casa hospitalar para observação do médico.
Poliana relatou que o acidente foi por volta das 18h30 e às 18h45 ela deu entrada no hospital São Lucas para o atendimento do filho, porém o menino ficou quase uma hora e meia sem ser atendido.
Chegamos no hospital e falaram que o plantão do médico começava às 19 horas, mas ficamos esperando até às 20 horas e ele ainda não tinha chegado. Meu filho estava sem alimento, sem banho e sem descanso. Como se não bastasse o trauma do acidente, ainda tivemos que aguardar todo esse tempo, relatou.
Poliana disse que acabou indo embora sem ser atendida, porque o filho precisava de banho e comida. Segundo ela, o hospital se recusou a fornecer um documento que comprovasse a ausência do médico. Se o atendimento é pelo SUS você não está pagando, aí eles tratam como se a gente não tivesse direitos, desabafou.
A equipe do Diário Correio do Povo do Paraná procurou o esclarecimento do hospital. De acordo com a diretora do São Lucas, Arline Musse, logo após o acidente, o médico do SAMU que prestou atendimento a criança, Devair, avisou o hospital sobre o encaminhamento do menino e disse que foi a pedido da mãe.
Arline contou que o garoto foi submetido a uma pré consulta com uma enfermeira quando chegou, por volta das 18h40. Constatou-se que o paciente estava lúcido, orientado, ativo e corado. Portanto, foi dada prioridade a atendimentos urgentes.
Às 19h50, ao chamar a mãe para a consulta, constou-se que ela já havia saído do hospital. Quanto a documentação que comprovaria a ausência do médico, a diretora do hospital informou que não havia como fornecer, uma vez que o médico estava atendendo o plantão.