As famílias que ocupavam um terreno da Prefeitura próximo ao Centro de Eventos de Laranjeiras do Sul tiveram que desmontar seus barracos na manhã de quarta-feira (12). Cerca de 40 policiais do pelotão de choque do 16º Batalhão de Guarapuava, 2ª Cia e Serviço de Inteligência cumpriram pedido de reintegração de posse, expedido pela vara cível da Comarca de Laranjeiras.
Segundo o capitão da Polícia Militar, Gilmar Golemba Santana, havia aproximadamente 15 famílias acampadas, mas no momento apenas três estavam no local. Os outros barracos estavam vazios, com pertences. As pessoas entenderam e acataram a ordem judicial. Foram notificados e agora cabe a eles entrar com uma representação caso queiram questionar a reintegração. O terreno está à disposição da Prefeitura, que é o proprietário, disse.
O mesmo local já havia sido ocupado anteriormente e reintegrado posse ao município. A maioria dos acampados tem familiares no bairro Presidente Vargas.
Promessa
Os moradores cobram promessa feita pelo prefeito Berto Silva durante a campanha. A primeira vez que ele tirou nós daqui falou que faria acordo. Procuramos ele e não fomos atendidos. Voltamos aqui e ele colocou policiamento. Esperamos uma resposta do prefeito. Não temos para onde ir, cobrou Lorete Camargo, que estava acampada desde o dia 25 de julho.
Cohapar inativa
O secretário de Governo, Everson Mesquita, informou que o município trabalha para suprir a carência habitacional. Boa parte do déficit habitacional poderia ter sido solucionado não fosse a Cohapar, que está inativa, disse.
Na Companhia Paranaense de Habitação, Laranjeiras tem um projeto já assinado para o Presidente Vargas e para outro bairro, o que somaria 30 casas. Sozinho, não tem como suprir o déficit habitacional. Precisa ajuda do Governo estadual e federal. Faz falta a Cohapar.
O município está inscrito no programa Minha Casa Minha Vida para famílias com renda entre dois e quatro salários mínimos. Na área invadida, o projeto de engenharia é para 80 unidades. Temos aproximadamente 500 inscritos, listou. Há ainda outros projetos para as famílias que não tem renda, com casas doadas. As primeiras 29 casas já foram solicitadas. Sabemos que tem muita gente em condição pior do que aqueles que invadiram o terreno da Prefeitura. Mas isso tudo é uma mistura de política, com a intenção de desgastar a imagem do prefeito Berto Silva, concluiu.



