Fusqueiras do Paraná celebram Dia da Mulher e amor por carangas

Quem pensa que ter um carro de estimação, daqueles que recebe todos os cuidados, é coisa de homem, precisa rever seus conceitos. As mulheres também estão nessa, investindo tempo e dinheiro nas suas carangas personalizadas. Um bom exemplo do tamanho desse amor feminino pelos carros é o grupo Fusqueiras do Paraná, que reúne mais de 3 mil membros no Facebook, entre donas e admiradoras do querido Fuqui. Quem não gosta do design charmoso, arredondado, que só o Fusca tem? Elas gostam, e muito!

A Gazeta do Povo acompanhou a comemoração pelo Dia Internacional da Mulher organizado pelo grupo, neste domingo (5), no estacionamento do Museu Municipal de Arte (MuMa), no Portão. O encontro reuniu fusqueiras e fusqueiros de diversos clubes com seus possantes, além de admiradores do carro mais popular do país.

Amor em família

Silmara Santos de Andrade e seu fusca verde metálico, ano 1977.Talita Boros Voitch
 
A empresária Silmara Santos de Andrade mostra que o amor pelo Fusca envolve toda a família. Dona de um exemplar 1977 verde metálico, Silmara conta que a relação com o carro vem de longe: recebeu de herança o Fusca branco que era de sua mãe. Foi o primeiro carro do modelo da família, que depois comprou outros quatro Fuscas.

Este verde metálico é o quinto. Hoje o fusca da minha mãe está com o meu filho. Minha filha tem uma Brasília e o outro filho uma Variant. São todos modelos primos, conta. A paixão pelo Fuqui virou inclusive negócio para o filho que herdou o carro da avó. Hoje ele é especializado em elétrica de Fusca. O meu foi todo ele que fez, diz, orgulhosa.

A química Alessandra Taborda procurou seu Fuqui dos sonhos por tempos. Eu procurava, procurava, mas só achava carro muito velho, enferrujado. Quando eu achei este, foi amor à primeira vista, conta. Dona de um modelo 1974 na cor rosa, Alessandra diz que sempre foi muito feminina e que não muda a cor do carro de jeito nenhum.

Não vendo, não pinto de outra cor. Volta e meia tem gente que vem dizer ‘por que você não tira esse rosa?’. Eu respondo que não. Ele é meu xodó, confidencia. O interior do veículo da Alessandra recebeu acabamentos pink, do painel até o couro dos bancos.
 
Cirlei Marçal Kaminski conta que ouvia do pai desde quando era criança que a família iria ter um Fusca. Ele sempre falava, falava, mas nunca comprou um. E eu era apaixonada pelo Fusca. Queria muito ter, lembra.

Depois de adulta, Cirlei não teve dúvida, comprou o seu próprio Fusca. Azul escuro, modelo 1974, com motor 1.500, o Blue é seu companheiro de todas as horas. Eu troquei de mano uma Blazer por ele. O ‘Blue’ é meu meio de transporte. Eu viajo só com ele. Coloco uma carreta para ter mais espaço de bagageiro e vou embora, diz.

 

 

Fonte: Gazeta do Povo